CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2019
Sobre o tratamento da sífilis, pode-se afirmar:
Sífilis primária/secundária/latente recente → Penicilina Benzatina 2,4 mi UI IM dose única.
O tratamento de escolha para sífilis primária é a penicilina benzatina em dose única. A reação de Jarisch-Herxheimer é mais comum na sífilis secundária devido à maior carga bacteriana.
O tratamento da sífilis baseia-se na fase clínica da doença. A penicilina benzatina continua sendo a droga de escolha devido à sua eficácia e ausência de resistência documentada do Treponema pallidum. Na sífilis primária, a dose única é suficiente para a cura na maioria dos casos imunocompetentes. A diferenciação entre reações adversas esperadas e alergias verdadeiras é crucial para evitar o uso desnecessário de esquemas alternativos menos eficazes, como a doxiciclina, que exige maior adesão do paciente.
Para sífilis primária, secundária ou latente recente (com menos de um ano de evolução), o tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde é a Penicilina G Benzatina 2,4 milhões UI, administrada por via intramuscular em dose única (1,2 milhão UI em cada glúteo). Esta abordagem garante níveis séricos treponemicidas por cerca de duas semanas, tempo suficiente para a eliminação do Treponema pallidum nessas fases iniciais da infecção.
É uma reação sistêmica aguda que ocorre nas primeiras 24 horas após o início do tratamento treponemicida, caracterizada por febre, calafrios, mialgia e exacerbação das lesões cutâneas. É causada pela liberação de antígenos após a lise maciça de espiroquetas. É mais frequente na sífilis secundária e não deve ser confundida com alergia à penicilina, sendo manejada com analgésicos e antitérmicos sem interrupção do tratamento.
Os testes treponêmicos (como FTA-Abs ou testes rápidos) geralmente permanecem reagentes pelo resto da vida na maioria dos indivíduos (cicatriz sorológica), independentemente do tratamento e da cura. Portanto, eles não servem para o monitoramento da resposta terapêutica. O seguimento deve ser feito com testes não treponêmicos (VDRL/RPR) trimestralmente para observar a queda dos títulos.
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