HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Uma mulher de 24 anos, no segundo trimestre de gestação, apresenta sorologia positiva para sífilis com VDRL 1:64. Qual é o tratamento indicado?
Sífilis gestacional (VDRL positivo) → Penicilina benzatina é o tratamento de escolha, independente do estágio.
A penicilina benzatina é o único tratamento comprovadamente eficaz para a sífilis na gestação, capaz de prevenir a sífilis congênita, pois atravessa a barreira placentária e atinge concentrações terapêuticas no feto. É crucial iniciar o tratamento o mais rápido possível após o diagnóstico, independentemente do estágio da doença.
A sífilis na gestação é um grave problema de saúde pública, com potencial para causar sífilis congênita, uma condição com alta morbimortalidade fetal e neonatal. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante são fundamentais para prevenir a transmissão vertical e suas consequências devastadoras. O diagnóstico da sífilis em gestantes é realizado através de testes sorológicos. Recomenda-se a triagem universal com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) e confirmação com testes treponêmicos (FTA-Abs ou TPHA) no primeiro trimestre, no terceiro trimestre e no momento do parto. Um VDRL 1:64 indica uma infecção ativa e requer tratamento imediato. A penicilina benzatina é o único medicamento com eficácia comprovada para o tratamento da sífilis em gestantes e para a prevenção da sífilis congênita, pois atravessa a barreira placentária e atinge concentrações treponemicidas no feto. A dose e o esquema variam conforme o estágio da sífilis (primária, secundária, latente precoce ou tardia), mas a penicilina é sempre a primeira escolha, mesmo em casos de alergia (após dessensibilização). Outros antibióticos, como azitromicina e doxiciclina, são contraindicados ou não têm eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita.
O tratamento de escolha para sífilis em gestantes é a penicilina benzatina, sendo o único medicamento com eficácia comprovada na prevenção da sífilis congênita, independentemente do estágio da doença.
O diagnóstico é feito pela triagem com testes não treponêmicos (VDRL ou RPR) e confirmação com testes treponêmicos (FTA-Abs ou TPHA). Ambos devem ser realizados no primeiro trimestre, no terceiro trimestre e no parto.
A sífilis não tratada na gestação pode levar a graves complicações para o feto, incluindo aborto espontâneo, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e sífilis congênita, com sequelas neurológicas, ósseas e cutâneas.
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