Sífilis Congênita: Protocolos de Tratamento e Conduta

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2021

Enunciado

Sobre sífilis congênita é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Para tratamento do recém-nascido contaminado deve ser usada penicilina G benzatina, uma dose por semana por 3 semanas consecutivas.
  2. B) Para sífilis congênita com comprometimento neurológico deve-se usar penicilina procaína 50.000 UI de 12/12h por 14 dias.
  3. C) Para tratamento da sífilis congênita sem comprometimento neurológico pode-se usar penicilina procaína ou cristalina por 10 dias.
  4. D) A neurossífilis congênita, também pode ser tratada com eritromicina por 14 dias em alérgicos à penicilina.
  5. E) Todo recém-nascido acometido por sífilis congênita sintomática deve ser seguido em tratamento ambulatorial até que o VDRL chegue à diluição 1:4.

Pérola Clínica

Sífilis congênita sem neurossífilis: Penicilina procaína ou cristalina por 10 dias.

Resumo-Chave

O tratamento da sífilis congênita é complexo e depende da presença ou ausência de comprometimento neurológico e da idade do recém-nascido. A penicilina é a droga de escolha, e a duração do tratamento é crucial para erradicar a infecção e prevenir sequelas.

Contexto Educacional

A sífilis congênita é uma infecção sistêmica causada pelo Treponema pallidum, transmitida da mãe para o feto durante a gestação. É uma condição grave que pode levar a aborto, natimorto, prematuridade, baixo peso ao nascer e diversas manifestações clínicas no recém-nascido, incluindo neurossífilis. Sua prevenção e tratamento adequado são prioridades de saúde pública, sendo um tema de grande relevância em provas de residência e na prática clínica. O diagnóstico da sífilis congênita baseia-se na história materna de sífilis não tratada ou inadequadamente tratada, exame físico do recém-nascido, exames laboratoriais (VDRL no sangue do RN, líquor, radiografia de ossos longos) e avaliação da placenta/cordão umbilical. A fisiopatologia envolve a passagem transplacentária do treponema, que pode afetar múltiplos órgãos e sistemas do feto. O tratamento da sífilis congênita é feito exclusivamente com penicilina, sendo a escolha e a duração do esquema terapêutico dependentes da avaliação clínica e laboratorial do recém-nascido, especialmente quanto à presença de neurossífilis. A penicilina cristalina ou procaína são as formas preferenciais, administradas por 10 a 14 dias, garantindo a erradicação da bactéria e prevenindo sequelas a longo prazo. O seguimento ambulatorial com VDRL é essencial para monitorar a resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual é o tratamento de escolha para sífilis congênita sem comprometimento neurológico?

Para sífilis congênita sem comprometimento neurológico, o tratamento de escolha é penicilina procaína 50.000 UI/kg/dose intramuscular a cada 24 horas por 10 dias, ou penicilina cristalina 50.000 UI/kg/dose intravenosa a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) ou a cada 8 horas (após 7 dias de vida) por 10 dias.

Como é tratada a neurossífilis congênita?

A neurossífilis congênita requer tratamento com penicilina cristalina intravenosa 50.000 UI/kg/dose a cada 12 horas (nos primeiros 7 dias de vida) ou a cada 8 horas (após 7 dias de vida) por 10 a 14 dias, devido à necessidade de atingir altas concentrações no líquor.

Por que a penicilina G benzatina não é usada para sífilis congênita?

A penicilina G benzatina não é recomendada para o tratamento da sífilis congênita porque não atinge níveis treponemicidas adequados no sistema nervoso central e não garante a erradicação da infecção em todos os tecidos, sendo inadequada para uma doença que pode ter disseminação sistêmica.

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