PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2022
Paciente de 30 anos vem à consulta com queixa de corrimento e sangramento associado à relação sexual. Sem outras queixas. Nega doenças prévias. 2 gestações anteriores sem intercorrências no pré-natal ou parto. Fez laqueadura tubárea. Ao exame, apresenta colo uterino hiperemiado e sangrante ao toque da espátula com secreção mucoide turva. Ao toque bimanual, não apresenta dor à mobilização do colo ou à palpação dos anexos. Assinale a alternativa CORRETA, segundo os novos fluxogramas do Ministério da Saúde para ISTs, 2021. No retorno, ela traz o exame treponêmico reagente e VDRL 1:32.Assinale a alternativa CORRETA segundo as recomendações do Ministério da Saúde, 2021.
Sífilis latente tardia (VDRL 1:32) → Penicilina Benzatina 2.400.000 UI/sem x 3 semanas (intervalo máx 14 dias).
Para sífilis latente tardia ou de duração ignorada (como indicado pelo VDRL 1:32 e ausência de sintomas de sífilis primária/secundária), o tratamento padrão é Penicilina Benzatina 2.400.000 UI, administrada em duas doses de 1.200.000 UI em cada glúteo, uma vez por semana, por três semanas, com um intervalo máximo de 14 dias entre as doses.
A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum, com alta prevalência e impacto significativo na saúde pública. Seu diagnóstico e tratamento adequados são cruciais para prevenir complicações graves e a transmissão vertical. Os fluxogramas do Ministério da Saúde são a base para a conduta no Brasil, sendo um tema recorrente em provas de residência médica. A paciente do caso apresenta sífilis latente, caracterizada por sorologia reagente sem sinais ou sintomas clínicos. A doença evolui em estágios (primária, secundária, latente e terciária), cada um com manifestações e tratamentos específicos. A sífilis latente é dividida em recente (até 1 ano de infecção) e tardia (mais de 1 ano ou duração ignorada). O VDRL 1:32, em paciente sem sintomas agudos, sugere sífilis latente. A alta titulação do VDRL não define por si só o estágio, mas a ausência de história de infecção recente ou sintomas de sífilis primária/secundária direciona para sífilis latente tardia. O tratamento da sífilis latente tardia, conforme o MS 2021, é Penicilina Benzatina 2.400.000 UI (1.200.000 UI em cada glúteo) por semana, durante 3 semanas. É fundamental respeitar o intervalo máximo de 14 dias entre as doses; caso contrário, o tratamento deve ser reiniciado. Este esquema visa erradicar a bactéria e prevenir a progressão da doença, sendo a penicilina o fármaco de escolha devido à sua eficácia comprovada e baixo custo.
A sífilis latente recente é diagnosticada quando a infecção ocorreu há menos de um ano, geralmente com base em história clínica ou queda de títulos de VDRL. A sífilis latente tardia ou de duração ignorada é quando a infecção tem mais de um ano ou a duração não pode ser determinada, exigindo um esquema de tratamento mais prolongado.
Para sífilis latente tardia, o esquema é Penicilina Benzatina 2.400.000 UI (1.200.000 UI em cada glúteo) por semana, durante 3 semanas consecutivas. O intervalo máximo entre as doses é de 14 dias; se excedido, o tratamento deve ser reiniciado.
Para pacientes alérgicos à Penicilina, a doxiciclina (100 mg, 2x/dia por 30 dias) ou tetraciclina (500 mg, 4x/dia por 30 dias) são opções. Em gestantes alérgicas, a dessensibilização à penicilina é a conduta preferencial.
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