CRER - Centro de Reabilitação Dr. Henrique Santillo (GO) — Prova 2015
A sepse é a principal causa de mortalidade em CTIs não cardiológicos no Brasil e no mundo. A mortalidade no Brasil é uma das mais elevadas chegando a taxas de 65% no choque séptico. O número crescente de bactérias resistentes é um dos fatores que contribuem para essa taxa elevada. Acinetobacterbaumani e Pseudomonas aerurginosa, são gram negatives muito prevalentes entre os pacientes com sepse. Dentre as alternativas abaixo, qual seria a melhor escolha no esquema de antibioticoterapia para o tratamento de uma infecção Primária de Corrente Sanguínea por Pseudomonas resistente, sendo sensível apenas à polipeptídeos e betalactâmicos:
Pseudomonas resistente sensível a betalactâmicos e polipeptídeos → Meropenem é opção se sensível.
Em infecções por Pseudomonas aeruginosa resistente, a escolha do antibiótico deve ser guiada pelo perfil de sensibilidade. Se sensível a betalactâmicos (como carbapenêmicos) e polipeptídeos, um carbapenêmico como Meropenem pode ser a melhor opção, evitando polimixinas como primeira linha devido à toxicidade.
A sepse é uma emergência médica com alta mortalidade, especialmente em UTIs. A crescente prevalência de bactérias multirresistentes, como Pseudomonas aeruginosa e Acinetobacter baumannii, complica o tratamento e eleva as taxas de mortalidade, tornando a escolha adequada da antibioticoterapia um desafio crítico. A identificação rápida do patógeno e seu perfil de sensibilidade são fundamentais para guiar a terapia. A fisiopatologia da sepse envolve uma resposta desregulada do hospedeiro à infecção, levando a disfunção orgânica. No caso de infecções por Pseudomonas resistente, a escolha do antibiótico deve ser baseada no antibiograma. Se a bactéria for sensível a betalactâmicos (como carbapenêmicos) e polipeptídeos, um carbapenêmico como o Meropenem pode ser a opção mais eficaz e com menor toxicidade em comparação com as polimixinas, que são reservadas para casos de resistência mais ampla. O tratamento da sepse por Pseudomonas resistente exige uma abordagem individualizada. Meropenem, um carbapenêmico, é um potente betalactâmico com amplo espectro de ação, incluindo Pseudomonas. A decisão de usá-lo deve ser sempre guiada pelo antibiograma para otimizar a eficácia e minimizar a seleção de novas resistências, garantindo a melhor chance de recuperação para o paciente.
Acinetobacter baumannii e Pseudomonas aeruginosa são patógenos gram-negativos frequentemente associados a sepse e resistência antimicrobiana, especialmente em ambientes de UTI.
Meropenem pode ser considerado para Pseudomonas aeruginosa resistente se o perfil de sensibilidade indicar que a bactéria ainda é sensível a carbapenêmicos, mesmo que resistente a outros betalactâmicos.
Polimixinas (como Polimixina B) são antibióticos de último recurso para bactérias gram-negativas multirresistentes, como Pseudomonas e Acinetobacter, devido à sua nefrotoxicidade e neurotoxicidade.
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