Esclerose Múltipla: Pulsoterapia e Risco de Infecção

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Corticosteroide em alta dose consiste em uma opção eficaz para o tratamento de recidivas agudas da Esclerose Múltipla (EM), não sendo recomendável o tratamento em doses baixas. Sendo que:

Alternativas

  1. A) Os corticoides aumentam a resistência imunológica, sendo necessário excluir infecções, principalmente as do trato urinário, antes do início da pulsoterapia (metilprednisolona em alta dose por via intravenosa) e acompanhar o paciente, informando-o sobre a observância de qualquer sinal de infecção.
  2. B) Os corticoides podem ainda diminuir a resistência imunológica, sendo necessário excluir infecções, principalmente as do trato urinário, após o início da pulsoterapia (metilprednisolona em alta dose por via intravenosa) e acompanhar o paciente, informando-o sobre a observância de qualquer sinal de infecção.
  3. C) Os corticoides podem ainda diminuir a resistência imunológica, sendo necessário excluir infecções, principalmente as do trato urinário, antes do início da pulsoterapia (metilprednisolona em alta dose por via intravenosa) e acompanhar o paciente, informando-o sobre a observância de qualquer sinal de infecção.
  4. D) Os corticoides podem ainda diminuir a resistência imunológica, sendo necessário excluir infecções, principalmente as do trato urinário, antes do início da pulsoterapia (metilprednisolona em alta dose por via intravenosa) sendo desnecessário acompanhar o paciente, informando-o sobre a observância de qualquer sinal de infecção.

Pérola Clínica

Pulsoterapia EM → ↓ resistência imunológica; excluir infecções (ITU) ANTES e monitorar.

Resumo-Chave

Corticosteroides em alta dose, como a metilprednisolona intravenosa, são o tratamento de escolha para recidivas agudas da Esclerose Múltipla. No entanto, sua potente ação imunossupressora exige a exclusão de infecções ativas, especialmente do trato urinário, antes do início da terapia e um monitoramento rigoroso durante o tratamento para prevenir complicações infecciosas.

Contexto Educacional

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença inflamatória e neurodegenerativa crônica do sistema nervoso central, caracterizada por surtos de disfunção neurológica (recidivas) e progressão da incapacidade. As recidivas agudas são episódios de novos sintomas neurológicos ou piora de sintomas preexistentes, que duram mais de 24 horas e ocorrem na ausência de febre ou infecção. O tratamento de escolha para as recidivas agudas é a pulsoterapia com corticosteroides, geralmente metilprednisolona intravenosa em altas doses, devido à sua potente ação anti-inflamatória e imunossupressora. O mecanismo de ação dos corticosteroides na EM envolve a redução da inflamação, a estabilização da barreira hematoencefálica e a diminuição do edema. No entanto, essa imunossupressão acarreta um risco aumentado de infecções. É mandatório que, antes do início da pulsoterapia, o paciente seja rigorosamente avaliado para excluir a presença de infecções ativas, sendo as infecções do trato urinário (ITU) particularmente importantes devido à sua alta prevalência em pacientes com EM e à possibilidade de serem assintomáticas. A identificação e o tratamento de qualquer foco infeccioso são cruciais para evitar complicações graves. Durante e após a pulsoterapia, o paciente deve ser monitorado de perto para sinais e sintomas de infecção, e orientado a procurar atendimento médico imediatamente caso surjam. Além disso, outras medidas de suporte, como controle glicêmico e proteção gástrica, podem ser necessárias. A compreensão dos riscos e benefícios, bem como a correta abordagem pré-tratamento, são fundamentais para a segurança e eficácia do manejo das recidivas da EM.

Perguntas Frequentes

Por que a pulsoterapia com metilprednisolona é usada na Esclerose Múltipla?

A metilprednisolona em alta dose é utilizada para reduzir a inflamação aguda e acelerar a recuperação de uma recidiva da Esclerose Múltipla, diminuindo a duração e a gravidade dos sintomas neurológicos.

Quais são os principais riscos da pulsoterapia com corticoides?

Os principais riscos incluem supressão imunológica, que aumenta a suscetibilidade a infecções (especialmente urinárias e fúngicas), hiperglicemia, distúrbios eletrolíticos, insônia, alterações de humor e osteoporose a longo prazo.

Como deve ser feita a triagem para infecções antes da pulsoterapia?

A triagem deve incluir anamnese detalhada, exame físico e exames laboratoriais como hemograma e urinálise com urocultura. Infecções ativas, mesmo assintomáticas, devem ser tratadas antes do início da pulsoterapia.

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