CMC - Fundação Centro Médico de Campinas (SP) — Prova 2025
Sobre o tratamento de queimaduras e as lesões causadas por agentes químicos, assinale a alternativa correta:
Queimaduras 2º grau → limpeza, antimicrobianos tópicos, curativos estéreis.
Queimaduras de segundo grau, caracterizadas por bolhas e dor, exigem tratamento cuidadoso para prevenir infecção e promover cicatrização. A limpeza da ferida e a aplicação de agentes antimicrobianos tópicos são cruciais, seguidas de curativos estéreis para manter um ambiente úmido e protegido.
As queimaduras são lesões teciduais causadas por calor, eletricidade, radiação, atrito ou agentes químicos, representando um desafio clínico significativo devido à sua alta morbidade e mortalidade. A correta classificação e o manejo inicial são cruciais para o prognóstico do paciente, sendo um tema frequente em provas de residência e na prática médica. A classificação das queimaduras em primeiro, segundo e terceiro graus orienta a conduta. Queimaduras de primeiro grau afetam apenas a epiderme, enquanto as de segundo grau (superficiais ou profundas) envolvem a derme, e as de terceiro grau atingem todas as camadas da pele e estruturas subjacentes. O diagnóstico é clínico, baseado na profundidade e extensão da lesão. O tratamento varia conforme a profundidade. Queimaduras de segundo grau requerem limpeza da ferida, desbridamento de bolhas rompidas, aplicação de agentes antimicrobianos tópicos (como sulfadiazina de prata) e curativos estéreis para prevenir infecção e promover a cicatrização. Lesões químicas exigem irrigação abundante com água, sem tentativa de neutralização, para diluir e remover o agente agressor.
Queimaduras de segundo grau são caracterizadas pela presença de bolhas, dor intensa, eritema e edema. A pele pode ter uma aparência úmida e brilhante.
A conduta inicial para queimaduras químicas é a irrigação abundante e contínua da área afetada com água corrente por pelo menos 20-30 minutos, removendo roupas e joias.
A neutralização de queimaduras químicas com substâncias opostas pode gerar uma reação exotérmica, liberando calor e agravando a lesão tecidual, além de dificultar a remoção do agente químico.
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