AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2024
Masculino, 28 anos, dá entrada no pronto socorro, trazido pelo serviço pré-hospitalar, vítima de queimadura ao acender uma churrasqueira. Apresenta queimaduras de segundo grau em face, tronco anterior e membro superior direito face anterior e posterior. Encontra-se lúcido, taquicárdico e normotenso. Em relação a conduta a ser adotada a este paciente, assinale a assertiva correta.
Queimaduras 2º grau superficial: curativos de membrana de celulose promovem cicatrização e alívio da dor.
Em queimaduras de segundo grau superficiais, curativos de membrana de celulose são excelentes opções. Eles criam um ambiente úmido ideal para a cicatrização, reduzem a dor e a necessidade de trocas frequentes, otimizando a recuperação do paciente.
O manejo de queimaduras é uma habilidade essencial para médicos em diversas especialidades, especialmente em pronto-socorro e cirurgia. A correta avaliação da profundidade e extensão da queimadura, bem como a escolha do tratamento adequado, são cruciais para o prognóstico do paciente e para minimizar sequelas. Queimaduras de segundo grau, sejam superficiais ou profundas, requerem atenção especial devido à dor e ao risco de infecção. Para queimaduras de segundo grau superficiais, o objetivo principal do tratamento é aliviar a dor, prevenir infecções e promover a cicatrização. Curativos modernos, como as membranas de celulose, têm demonstrado grande eficácia nesse cenário. Eles funcionam como uma barreira protetora, mantêm um ambiente úmido ideal para a reepitelização, aderem à ferida e podem ser trocados com menor frequência, o que diminui a dor e o trauma para o paciente. Em contraste, curativos oclusivos com sulfadiazina de prata são mais indicados para queimaduras de segundo grau profundas ou de terceiro grau, onde há maior risco de infecção e necessidade de desbridamento. É fundamental evitar práticas inadequadas, como deixar lesões abertas sem proteção, o que aumenta o risco de infecção e dor, ou usar materiais que possam aderir à ferida, como chumaços de algodão. A analgesia adequada é sempre prioritária. A decisão sobre o tipo de curativo e a necessidade de antibióticos sistêmicos deve ser individualizada, considerando a extensão, profundidade, localização da queimadura e o estado geral do paciente. Queimaduras em áreas especiais como face, períneo, mãos e pés exigem cuidados específicos e, muitas vezes, avaliação por um centro especializado em queimados.
A queimadura de segundo grau superficial apresenta bolhas, dor intensa, eritema e um leito rosado que palidece à pressão, com cicatrização espontânea. A profunda tem bolhas rompidas, leito esbranquiçado ou vermelho pálido, menos dor e pode necessitar de enxertia.
Os curativos são cruciais para proteger a lesão de infecções, promover a cicatrização e aliviar a dor. Membranas de celulose são indicadas para queimaduras de segundo grau superficiais, pois criam um ambiente úmido, são semipermeáveis e podem permanecer por vários dias, minimizando a manipulação.
Na face, evita-se curativos oclusivos para permitir a avaliação e evitar maceração, preferindo-se cremes e pomadas. No períneo, devido ao alto risco de contaminação, a higiene rigorosa e curativos que permitam a ventilação são essenciais, com atenção redobrada à prevenção de infecções.
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