UFCSPA - Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (RS) — Prova 2024
Uma queimadura recente é uma área limpa que deve ser protegida de contaminação. Em relação ao tratamento de queimaduras de segundo ou terceiro graus, assinale a alternativa INCORRETA:
Queimaduras 2º/3º grau: não há indicação para antibióticos sistêmicos profiláticos; foco em limpeza e curativos adequados.
A profilaxia antibiótica sistêmica não é rotineiramente indicada no tratamento inicial de queimaduras de segundo e terceiro graus, pois pode selecionar cepas resistentes e mascarar infecções. O manejo inicial foca na limpeza adequada da ferida, desbridamento de tecidos desvitalizados e uso de curativos apropriados para prevenir infecção.
O tratamento de queimaduras de segundo e terceiro graus exige uma abordagem cuidadosa e multifacetada para minimizar a morbidade e mortalidade. Queimaduras são lesões complexas que comprometem a barreira cutânea, tornando o paciente suscetível a infecções, desequilíbrios hidroeletrolíticos e metabólicos. Para residentes, o manejo adequado dessas lesões é uma habilidade essencial, que impacta diretamente o prognóstico do paciente. Um dos pilares do tratamento é a prevenção da infecção. A ferida queimada é inicialmente estéril, mas rapidamente colonizada por microrganismos. A limpeza com soro fisiológico estéril e o desbridamento de tecidos desvitalizados são passos cruciais. No entanto, é um erro comum a crença de que antibióticos sistêmicos profiláticos são necessários. As diretrizes atuais desaconselham o uso rotineiro de antibióticos sistêmicos profiláticos, pois não demonstram benefício na redução da incidência de infecção e podem promover a resistência bacteriana. A profilaxia, quando indicada, é geralmente tópica, com agentes como a sulfadiazina de prata, que atuam diretamente na ferida. Além da prevenção de infecção, o tratamento envolve o controle da dor, reposição volêmica adequada (especialmente em grandes queimados), suporte nutricional, e o uso de curativos que promovam a cicatrização e protejam a ferida. A avaliação da profundidade e extensão da queimadura é fundamental para determinar a necessidade de enxertia. O monitoramento contínuo para sinais de infecção e a intervenção precoce em caso de sepse são vitais para o sucesso do tratamento e a recuperação do paciente.
A limpeza da ferida é crucial para remover detritos, tecidos desvitalizados e reduzir a carga bacteriana, minimizando o risco de infecção. Deve ser realizada com soro fisiológico estéril e de forma delicada para não agravar a lesão.
Antibióticos sistêmicos profiláticos não são recomendados porque não previnem infecções em queimaduras e podem selecionar bactérias resistentes, dificultando o tratamento de infecções reais. O foco deve ser na prevenção local da infecção e no tratamento de infecções estabelecidas.
Os princípios incluem analgesia adequada, limpeza da ferida, desbridamento de bolhas rompidas ou tecidos necróticos, aplicação de curativos apropriados (como sulfadiazina de prata ou outros agentes antimicrobianos tópicos) e monitoramento rigoroso para sinais de infecção, além de suporte nutricional e hidratação.
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