FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2020
Sobre o tratamento da psoríase, é correto afirmar:
Fototerapia é menos eficaz para psoríase em couro cabeludo devido à dificuldade de penetração da luz.
A fototerapia, embora eficaz para muitas formas de psoríase, tem sua eficácia limitada em lesões de couro cabeludo devido à barreira física dos cabelos, que impede a adequada penetração da luz UV na pele afetada.
A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele, autoimune, que afeta milhões de pessoas globalmente. Seu tratamento é complexo e individualizado, dependendo da gravidade, localização das lesões e comorbidades do paciente. Compreender as diferentes modalidades terapêuticas é fundamental para o residente, pois a psoríase pode ter um impacto significativo na qualidade de vida. As opções de tratamento variam desde terapias tópicas para casos leves, até fototerapia e agentes sistêmicos (convencionais e imunobiológicos) para casos moderados a graves. A fototerapia, utilizando UVB de banda estreita ou PUVA, é uma modalidade eficaz para muitas formas de psoríase, mas sua eficácia é limitada em áreas como o couro cabeludo devido à dificuldade de penetração da luz. Imunobiológicos representam um avanço significativo para casos refratários, atuando em vias inflamatórias específicas. Corticoides sistêmicos são geralmente evitados devido ao risco de rebote e efeitos adversos. Ciclosporina e metotrexato são opções sistêmicas, mas exigem monitoramento rigoroso, especialmente em pacientes com comorbidades como doença renal crônica. O manejo da psoríase exige uma abordagem multidisciplinar e um plano terapêutico bem estruturado.
A fototerapia é menos eficaz no couro cabeludo porque os cabelos atuam como uma barreira física, dificultando a penetração adequada da luz ultravioleta (UV) nas lesões cutâneas, o que compromete a resposta terapêutica.
Os imunobiológicos são indicados para pacientes com psoríase moderada a grave que não respondem ou têm contraindicações a terapias sistêmicas convencionais, ou quando a doença impacta significativamente a qualidade de vida.
O uso de corticoides sistêmicos na psoríase deve ser cauteloso, pois pode levar a um rebote grave da doença após a interrupção, além dos efeitos adversos sistêmicos conhecidos do corticoide.
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