SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2020
Paciente de 51 anos, do sexo masculino, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 e HAS, há cinco anos. Durante consulta de rotina com endocrinologista, apresentou queixa de artralgia em várias articulações associada a hiperidrose e, ao exame físico, presença de discreto prognatismo, o que suscitou hipótese diagnóstica de acromegalia, confirmada posteriormente com a dosagem de GH basal de 7,6 ng/mL (VR homem: inferior ou igual a 3,00) e IGF-1 de 446 ng/mL (VR 50 a 54 anos: 48 a 209). A ressonância magnética revelou massa selar sólida, de 1,9 cm em seu maior diâmetro, sem expansão extrasselar, nem compressão de quiasma óptico. Nesse caso, qual tratamento primário de escolha deve ser indicado para esse paciente?
Acromegalia com macroadenoma sem compressão quiasmática → Cirurgia transesfenoidal é tratamento primário de escolha.
Em pacientes com acromegalia e macroadenoma hipofisário (maior que 1 cm) sem invasão de estruturas adjacentes ou compressão quiasmática, a cirurgia transesfenoidal é o tratamento de primeira linha. O objetivo é a ressecção completa do tumor e a normalização dos níveis hormonais.
A acromegalia é uma doença crônica causada pela hipersecreção de hormônio do crescimento (GH) pela hipófise, geralmente devido a um adenoma. Sua prevalência é de aproximadamente 40-70 casos por milhão, com incidência de 3-4 novos casos por milhão por ano. O reconhecimento precoce é fundamental, pois a doença está associada a aumento da morbidade e mortalidade se não tratada. As manifestações clínicas são insidiosas e incluem crescimento acral, prognatismo, hiperidrose, artralgia, síndrome do túnel do carpo, cefaleia e visceromegalia. O diagnóstico é confirmado por níveis elevados de IGF-1 e GH não suprimível após sobrecarga oral de glicose. A ressonância magnética da sela túrcica é essencial para localizar o tumor e avaliar sua extensão. O tratamento primário de escolha para a maioria dos pacientes com acromegalia é a cirurgia transesfenoidal, especialmente para macroadenomas ressecáveis sem invasão de seios cavernosos ou compressão quiasmática significativa. O objetivo é a remoção do tumor e a normalização dos níveis de GH e IGF-1. Em casos de falha cirúrgica ou tumores irressecáveis, terapias medicamentosas (análogos de somatostatina, pegvisomanto) ou radioterapia podem ser indicadas.
A acromegalia se manifesta com crescimento de extremidades (mãos, pés), prognatismo, hiperidrose, artralgia, cefaleia e alterações faciais. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações.
O diagnóstico laboratorial da acromegalia é confirmado pela dosagem elevada de IGF-1 e pela não supressão do GH após teste oral de tolerância à glicose (TOTG). A ressonância magnética da sela túrcica identifica o adenoma hipofisário.
A cirurgia transesfenoidal é a primeira linha para a maioria dos pacientes com acromegalia, especialmente aqueles com adenomas hipofisários ressecáveis, visando a cura e o controle hormonal. A escolha depende do tamanho e localização do tumor.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo