HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2021
Com relação ao tratamento clínico das pneumonias, assinale a alternativa correta.
Pneumonia grave → ATB parenteral (penicilina/ampicilina ou cefalosporina 3ª geração).
O tratamento da pneumonia varia conforme a gravidade e o local de aquisição. Em casos graves, especialmente com necessidade de internação, a via parenteral e antibióticos de amplo espectro são preferenciais para garantir cobertura adequada contra patógenos comuns.
A pneumonia é uma infecção respiratória comum que pode variar de leve a grave, exigindo uma abordagem terapêutica individualizada. A escolha do antibiótico é crucial e baseia-se na gravidade da doença, fatores de risco do paciente, local de tratamento (ambulatorial, enfermaria, UTI) e padrões de resistência antimicrobiana locais. Para casos de pneumonia adquirida na comunidade (PAC) leve, o tratamento ambulatorial pode incluir macrolídeos (azitromicina, claritromicina) ou doxiciclina. Em pacientes com comorbidades ou uso recente de antibióticos, fluoroquinolonas respiratórias (levofloxacino, moxifloxacino) ou betalactâmicos com inibidor de betalactamase (amoxicilina-clavulanato) são opções. Em casos mais graves que requerem internação (mas não UTI), a antibioticoterapia parenteral é indicada. Opções incluem betalactâmicos como penicilina G cristalina, ampicilina ou cefalosporinas de terceira geração (ceftriaxona, cefotaxima), muitas vezes combinadas com um macrolídeo para cobertura de patógenos atípicos. Para pacientes internados em UTI, a cobertura deve ser mais ampla, incluindo um betalactâmico (ceftriaxona, cefotaxima, cefepime) mais um macrolídeo ou fluoroquinolona respiratória, com consideração para cobertura de MRSA (vancomicina ou linezolida) ou Pseudomonas (piperacilina-tazobactam, cefepime) se houver fatores de risco. A penicilina/ampicilina não são tratamentos exclusivos para Haemophilus influenzae, que pode ter resistência. Clindamicina e vancomicina são reservadas para cobertura de anaeróbios e MRSA, respectivamente, e não são a primeira linha para pneumonia em UTI sem indicação específica.
Para pacientes ambulatoriais sem comorbidades, a abordagem inicial geralmente envolve um macrolídeo (azitromicina, claritromicina) ou doxiciclina. Para aqueles com comorbidades ou uso recente de antibióticos, pode-se optar por uma fluoroquinolona respiratória ou um betalactâmico com inibidor de betalactamase.
A antibioticoterapia parenteral é indicada para casos de pneumonia mais graves que requerem internação hospitalar, mas não necessariamente em UTI, ou quando há incapacidade de tolerar medicação oral, visando uma ação mais rápida e eficaz do antibiótico.
Para pneumonia grave em pacientes internados (fora da UTI), os antibióticos de primeira linha incluem betalactâmicos como ceftriaxona, cefotaxima, ou ampicilina/sulbactam, frequentemente combinados com um macrolídeo para cobertura de patógenos atípicos.
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