INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017
Uma mulher com 28 anos de idade, casada, Gesta 2 Para 2, em uso irregular de preservativo, encontra-se assintomática, mas procura atendimento na Unidade Básica de Saúde, relatando que seu esposo apresentou quadro de uretrite há 2 semanas e que foi tratado com ceftriaxona e azitromicina. Ao exame especular da paciente, observa-se colo uterino epitelizado com conteúdo vaginal de aspecto mucoide, sem odor fétido. Para essa paciente, indica-se:
Parceiro com uretrite tratada → Tratar parceira empiricamente para Clamídia e Gonococo.
O tratamento de parceiros sexuais de pacientes com uretrite é obrigatório e empírico, visando quebrar a cadeia de transmissão e prevenir Doença Inflamatória Pélvica (DIP).
O manejo sindrômico das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) é uma estratégia de saúde pública para garantir o tratamento imediato e interromper a transmissão. No caso de uretrites masculinas, a probabilidade de transmissão para a parceira é alta. Mesmo que o exame físico da paciente seja normal (colo epitelizado, conteúdo mucoide), a história epidemiológica de exposição a um parceiro com uretrite tratada para gonococo e clamídia impõe o tratamento preventivo. Essa abordagem é crucial para a redução da incidência de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) na população feminina.
Muitas ISTs, como a clamídia, são frequentemente assintomáticas em mulheres. O tratamento empírico previne a reinfecção do parceiro original e evita complicações graves na mulher, como a infertilidade e a gravidez ectópica.
O protocolo do Ministério da Saúde recomenda Ceftriaxona 500mg IM (dose única) para cobertura de Gonococo e Azitromicina 1g VO (dose única) para cobertura de Clamídia.
Devem ser tratados todos os parceiros sexuais dos últimos 60 dias anteriores ao diagnóstico do caso índice, independentemente da presença de sintomas.
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