Osteoporose Pós-Menopausa: Tratamento e Vitamina D

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, sexo feminino, branca, 66 anos de idade, comparece em consulta ginecológica de rotina sem queixas, com os seguintes exames: densitometria óssea fêmur proximal T score -2,7; coluna vertebral T score -1,1; cálcio, paratormônio, fosfatase alcalina, eletroforese de proteínas, TSH e creatinina, todos normais. Dosagem de 25 hidroxivitamina D: 27 ng/mL. Menopausada há 14 anos, nega fraturas por fragilidades, nega doenças. Nunca fez terapia de reposição hormonal, nega tabagismo ou etilismo. Segundo o inquérito alimentar realizado, a paciente ingere cerca de 1400 mg de cálcio elementar por dia. Segundo o mais recente Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Osteoporose, além das medidas não farmacológicas, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o tratamento indicado nesse momento.

Alternativas

  1. A) Ácido zoledrônico e colecalciferol.
  2. B) Alendronato de sódio e colecalciferol.
  3. C) Carbonato de cálcio e calcitriol.
  4. D) Denosumabe e carbonato de cálcio.
  5. E) Terapia de reposição hormonal e citrato de cálcio.

Pérola Clínica

Osteoporose (T-score ≤ -2.5) + Vit D < 30 ng/mL → Bisfosfonato + Colecalciferol.

Resumo-Chave

A paciente apresenta osteoporose em fêmur proximal (T-score -2.7) e insuficiência de vitamina D (27 ng/mL), mesmo com ingestão adequada de cálcio. O tratamento inicial para osteoporose pós-menopausa, conforme diretrizes, inclui um bisfosfonato oral como alendronato e suplementação de vitamina D.

Contexto Educacional

A osteoporose pós-menopausa é uma condição metabólica óssea caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e risco de fraturas. É uma doença de alta prevalência em mulheres idosas, impactando significativamente a qualidade de vida e gerando custos substanciais para os sistemas de saúde. O diagnóstico é feito principalmente pela densitometria óssea, que mede a densidade mineral óssea (DMO) e a compara com a de adultos jovens (T-score). A fisiopatologia envolve a deficiência estrogênica que acelera a remodelação óssea, com reabsorção superando a formação. Além disso, fatores como deficiência de vitamina D, baixa ingestão de cálcio e sedentarismo contribuem para a perda óssea. A suspeita deve surgir em mulheres pós-menopausa, especialmente com fatores de risco como histórico familiar de fraturas, baixo peso ou uso de glicocorticoides. A avaliação laboratorial é importante para excluir causas secundárias de osteoporose. O tratamento da osteoporose inclui medidas não farmacológicas, como exercícios de impacto e resistência, cessação do tabagismo e etilismo, e ingestão adequada de cálcio e vitamina D. O tratamento farmacológico, como os bisfosfonatos (ex: alendronato), é indicado para pacientes com osteoporose densitométrica ou fraturas por fragilidade. A suplementação de colecalciferol é fundamental para garantir níveis séricos adequados de vitamina D, otimizando a absorção de cálcio e a resposta ao tratamento.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para osteoporose?

O diagnóstico de osteoporose é estabelecido por densitometria óssea com T-score igual ou inferior a -2,5 em coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur.

Quando iniciar o tratamento farmacológico para osteoporose?

O tratamento farmacológico é indicado para pacientes com osteoporose densitométrica, fraturas por fragilidade ou alto risco de fratura, mesmo com osteopenia.

Qual a importância da vitamina D no tratamento da osteoporose?

A vitamina D é crucial para a absorção intestinal de cálcio e mineralização óssea. Níveis adequados são essenciais para a eficácia dos tratamentos anti-osteoporose.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo