UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Paciente de 60 anos, em pós-menopausa (10 anos), nega uso prévio de terapia hormonal devido a passado de trombose venosa, recebeu resultado de sua primeira densitometria óssea indicando osteoporose (dp -3.5). O medicamento que NÃO poderia ser prescrito, devido maior risco de tromboembolismo é
Raloxifeno (SERM) é contraindicado em história de trombose venosa devido ao ↑ risco de tromboembolismo.
O raloxifeno, um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM), é uma opção para osteoporose pós-menopausa, mas aumenta o risco de eventos tromboembólicos venosos. Portanto, é contraindicado em pacientes com histórico de trombose venosa.
A osteoporose pós-menopausa é uma condição comum que aumenta significativamente o risco de fraturas. O tratamento visa reduzir a perda óssea e fortalecer o esqueleto. A escolha do medicamento deve considerar o perfil do paciente, incluindo comorbidades e histórico de eventos adversos. A paciente em questão apresenta osteoporose grave (DP -3.5) e um histórico de trombose venosa, o que restringe algumas opções terapêuticas. O raloxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) que age como agonista nos receptores de estrogênio no osso, inibindo a reabsorção óssea e aumentando a densidade mineral óssea. Ele também tem efeitos antagonistas no tecido mamário e uterino, o que o torna uma opção para mulheres com osteoporose que também desejam reduzir o risco de câncer de mama. No entanto, um efeito adverso importante do raloxifeno é o aumento do risco de eventos tromboembólicos venosos, como trombose venosa profunda e embolia pulmonar, similar ao que ocorre com a terapia de reposição hormonal com estrogênios. Dada a história de trombose venosa da paciente, o raloxifeno estaria contraindicado devido ao risco aumentado de um novo evento tromboembólico. Outras opções como os bisfosfonatos (alendronato, risedronato), teriparatide (um agente anabólico ósseo) e calcitonina (embora menos potente e com uso mais restrito) não apresentam esse risco e seriam alternativas mais seguras para o tratamento da osteoporose nesta paciente. É crucial uma avaliação individualizada para selecionar a terapia mais apropriada e segura.
O raloxifeno é um modulador seletivo do receptor de estrogênio (SERM) que age como agonista nos receptores ósseos, inibindo a reabsorção óssea e aumentando a densidade mineral óssea, e como antagonista em outros tecidos, como mama e útero.
O raloxifeno, assim como os estrogênios, aumenta o risco de eventos tromboembólicos venosos, incluindo trombose venosa profunda e embolia pulmonar. Portanto, é contraindicado em pacientes com histórico ou risco elevado para essas condições.
Para pacientes com histórico de trombose, opções seguras incluem bisfosfonatos (alendronato, risedronato), teriparatide (análogo de PTH) ou denosumabe, que não aumentam o risco tromboembólico.
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