HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2020
Paciente de 56 anos, negando sintomas de climatério, com história familiar materna de osteoporose e densitometria óssea de coluna lombar com T-score L1-L4 de -2.7 desvios-padrão. A opção terapêutica, nesse caso, é:
Osteoporose (T-score ≤ -2.5) + fatores de risco → Bisfosfonatos + Cálcio + Vitamina D.
A paciente apresenta osteoporose estabelecida (T-score -2.7) e fator de risco (história familiar). Nesses casos, a terapia de primeira linha são os bisfosfonatos, que inibem a reabsorção óssea, sempre em conjunto com a suplementação de cálcio e vitamina D para otimizar a formação óssea e a absorção de cálcio.
A osteoporose pós-menopausa é uma doença esquelética crônica caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, levando a um aumento da fragilidade óssea e do risco de fraturas. É uma condição de alta prevalência, especialmente em mulheres após a menopausa devido à deficiência estrogênica, que acelera a perda óssea. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir fraturas, que podem causar dor crônica, incapacidade e aumento da mortalidade. O diagnóstico é feito principalmente pela densitometria óssea, que mede a densidade mineral óssea (DMO) e expressa os resultados como T-score. Um T-score ≤ -2.5 em qualquer sítio (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur) confirma o diagnóstico de osteoporose. Fatores de risco como história familiar, baixo peso, tabagismo, uso de corticosteroides e algumas doenças crônicas devem ser considerados na avaliação do paciente. O tratamento da osteoporose estabelecida envolve medidas não farmacológicas (exercício físico, dieta rica em cálcio) e farmacológicas. Os bisfosfonatos (ex: alendronato, risedronato) são a primeira escolha devido à sua eficácia e segurança. Eles devem ser sempre associados à suplementação de cálcio (1000-1200 mg/dia) e vitamina D (800-2000 UI/dia), que são essenciais para a formação óssea e a absorção de cálcio. Outras opções incluem denosumabe, teriparatida e raloxifeno, dependendo do perfil do paciente e da gravidade da doença.
O diagnóstico de osteoporose é estabelecido quando o T-score na densitometria óssea (coluna lombar, fêmur total ou colo do fêmur) é igual ou inferior a -2.5 desvios-padrão. Um T-score entre -1.0 e -2.5 indica osteopenia.
Os bisfosfonatos são a primeira linha devido à sua eficácia comprovada na redução do risco de fraturas vertebrais e não vertebrais. Eles agem inibindo a atividade dos osteoclastos, diminuindo a reabsorção óssea e aumentando a densidade mineral óssea.
Cálcio e vitamina D são fundamentais para a saúde óssea. O cálcio é o principal componente do osso, e a vitamina D é essencial para a absorção intestinal de cálcio e sua incorporação ao osso. A suplementação adequada é crucial para otimizar os efeitos dos bisfosfonatos e prevenir deficiências.
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