UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Roberta, 76 anos, fraturou o quadril esquerdo após sofrer queda da própria altura. Níveis de PTH, cálcio sérico, 25-hidroxivitamina D, velocidade de hemossedimentação, creatinina, hemoglobina / hematócrito estão normais. A densitometria óssea realizada há 2 semanas mostrava T-score de -3,8 na coluna lombar, -3,0 no colo do fêmur e -3,1 no fêmur total. Além da administração de cálcio e vitamina D, a terapia instituída para Roberta deve ser
Osteoporose grave (T-score < -2.5 + fratura) em idosa → Bifosfonatos (ex: Risedronato) são 1ª linha.
Roberta apresenta osteoporose grave (T-score < -2.5 e fratura por fragilidade), indicando a necessidade de terapia farmacológica potente. Os bifosfonatos, como o risedronato, são a primeira linha de tratamento devido à sua eficácia comprovada na redução do risco de novas fraturas, agindo ao inibir a reabsorção óssea pelos osteoclastos.
A osteoporose é uma doença esquelética sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, com consequente aumento da fragilidade óssea e suscetibilidade a fraturas. É uma condição prevalente, especialmente em mulheres pós-menopausa e idosos, e as fraturas osteoporóticas, particularmente as de quadril, estão associadas a alta morbimortalidade e perda de independência. O diagnóstico é feito pela densitometria óssea (T-score ≤ -2.5) ou pela ocorrência de fratura por fragilidade. No caso de Roberta, a presença de um T-score muito baixo (abaixo de -2.5) e uma fratura de quadril por queda da própria altura configura um quadro de osteoporose grave. Nesses pacientes, a suplementação de cálcio e vitamina D é fundamental, mas não suficiente. É imperativa a introdução de uma terapia farmacológica para reduzir o risco de novas fraturas. Os bifosfonatos, como o risedronato, alendronato e zoledronato, são a primeira linha de tratamento devido à sua comprovada eficácia na inibição da reabsorção óssea pelos osteoclastos, aumentando a densidade mineral óssea e diminuindo a incidência de fraturas vertebrais e não vertebrais. Outras opções terapêuticas incluem o denosumabe (anticorpo monoclonal), teriparatida (análogo do PTH) para casos de muito alto risco, e raloxifeno (modulador seletivo do receptor de estrogênio) para prevenção em mulheres mais jovens sem fraturas prévias. Calcitonina tem eficácia limitada e pamidronato é um bifosfonato intravenoso usado principalmente para hipercalcemia ou metástases ósseas. O estrogênio não é mais recomendado como primeira linha para osteoporose devido aos riscos cardiovasculares e de câncer. Para residentes, é crucial saber estratificar o risco de fratura e escolher a terapia mais adequada para cada paciente com osteoporose.
Para osteoporose grave, definida por um T-score abaixo de -2.5 e a ocorrência de uma fratura por fragilidade, os bifosfonatos como o risedronato são considerados a primeira linha de tratamento farmacológico, além da suplementação de cálcio e vitamina D.
Os bifosfonatos atuam inibindo a atividade dos osteoclastos, as células responsáveis pela reabsorção óssea. Ao reduzir a degradação do osso, eles ajudam a preservar a massa óssea e a aumentar a densidade mineral óssea, diminuindo o risco de fraturas.
Roberta tem osteoporose grave e uma fratura por fragilidade no quadril, o que a coloca em alto risco de futuras fraturas. O risedronato é indicado para reduzir significativamente esse risco, sendo uma terapia eficaz e bem estabelecida para sua condição.
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