Onicomicose por T. rubrum: Tratamento e Manejo Eficaz

UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2024

Enunciado

Paciente feminina, de 29 anos, consultou por vir observando alterações ungueais há 6 meses. Ao exame físico, apresentava onicólise, onicorrexe e coloração amarelada em todas as unhas dos pés, acometendo mais de 50% do diâmetro das lâminas ungueais. Exame micológico direto evidenciou hifas septadas; exame cultural detectou Trichophyton rubrum. Diante do diagnóstico nosológico, assinale a alternativa que contempla o tratamento mais adequado.

Alternativas

  1. A) Fluconazol tópico, 2 vezes/semana, por 1 ano
  2. B) Fluconazol 150 mg, por via oral, em dose única mensal, por 1 ano
  3. C) Itraconazol 100 mg, por via oral, em dias alternados, por 2 meses
  4. D) Terbinafina 250 mg, por via oral, 1 vez/dia, por 3 meses

Pérola Clínica

Onicomicose por T. rubrum com >50% acometimento ungueal → Terbinafina oral 250mg/dia por 3 meses (pés).

Resumo-Chave

A onicomicose extensa (>50% da lâmina ungueal ou múltiplas unhas) geralmente requer tratamento sistêmico. A terbinafina oral é a primeira escolha para onicomicose por dermatófitos devido à sua eficácia e perfil de segurança.

Contexto Educacional

A onicomicose, infecção fúngica das unhas, é uma condição comum que afeta milhões de pessoas, com prevalência aumentando com a idade. É causada principalmente por dermatófitos, sendo Trichophyton rubrum o agente etiológico mais frequente. O diagnóstico preciso, muitas vezes confirmado por exame micológico direto e cultura, é crucial para guiar o tratamento. A importância clínica reside no impacto estético, dor, dificuldade de deambulação e potencial porta de entrada para infecções secundárias, especialmente em pacientes imunocomprometidos ou diabéticos. A fisiopatologia envolve a invasão da lâmina ungueal e do leito ungueal pelos fungos, levando a alterações como onicólise (descolamento), onicorrexe (fragilidade), hiperceratose subungueal e discromia. A suspeita deve surgir em pacientes com alterações ungueais crônicas, especialmente nos pés. O acometimento extenso (>50% da lâmina) ou de múltiplas unhas, bem como falha de tratamentos tópicos, são indicativos de terapia sistêmica. O tratamento da onicomicose por dermatófitos, como no caso de T. rubrum, tem a terbinafina oral como primeira linha, na dose de 250 mg/dia por 3 meses para unhas dos pés. O itraconazol e o fluconazol são alternativas, mas geralmente com menor eficácia para dermatófitos. É fundamental monitorar a função hepática durante o tratamento sistêmico. O prognóstico é bom com tratamento adequado, mas a recorrência é possível e o crescimento da unha saudável pode levar meses.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da onicomicose que indicam tratamento sistêmico?

Sinais como onicólise, onicorrexe, coloração amarelada e acometimento de mais de 50% da lâmina ungueal ou múltiplas unhas, especialmente nos pés, sugerem a necessidade de terapia sistêmica.

Por que a terbinafina oral é considerada a primeira escolha para onicomicose por dermatófitos?

A terbinafina é fungicida contra dermatófitos, tem alta taxa de cura, boa penetração na unha e um perfil de segurança favorável, sendo mais eficaz que outros antifúngicos orais para este tipo de infecção.

Quais são as alternativas de tratamento sistêmico para onicomicose e quando são indicadas?

Itraconazol e fluconazol são alternativas. O itraconazol é usado em terapia pulsátil e o fluconazol em dose semanal, mas ambos têm menor eficácia contra dermatófitos que a terbinafina e são mais indicados para leveduras.

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