Caso clínico: Homem, 56 anos, engenheiro civil, procura avaliação de excesso de peso e risco cardiometabólico. Ganha peso há anos, com cansaço aos esforços e roncos noturnos. Hipertenso há 8 anos (losartana 100 mg/dia). Nega diabetes. Pai faleceu por IAM aos 62 anos. PA: 146x92 mmHg, IMC: 29,6 kg/m², cintura: 106 cm, FC: 78 bpm. Laboratório:
• Glicemia de jejum: 104 mg/dL;
• HbA1c: 5,8%;
• TG: 245 mg/dL;
• HDL-c: 34 mg/dL;
• LDL-c: 132 mg/dL;
• PCR-us: 4,9 mg/L. Escore clínico de risco para SAOS (STOP-BANG): 6 pontos. Qual a melhor estratégia de manejo do excesso de peso e da suspeita de SAOS neste momento?
Alternativas
A) Manter apenas o tratamento da hipertensão e recomendar dieta e exercícios, já que o paciente não apresenta IMC ≥ 30 kg/m² que caracterize obesidade.
B) Solicitar polissonografia e iniciar semaglutida semanal, titulada até 2,4 mg, associada a intervenção intensiva de estilo de vida, considerando sobrepeso com comorbidades.
C) Solicitar polissonografia e prescrever sibutramina em uso contínuo, visando controle ponderal e perfil lipídico alterado diante do quadro de sobrepeso.
D) Indicar cirurgia bariátrica de forma precoce, fundamentada no risco cardiovascular elevado e na forte suspeita clínica de síndrome da apneia obstrutiva do sono.
E) Iniciar tratamento com orlistate três vezes ao dia, propondo reavaliação clínica da SAOS após tentativa inicial de redução ponderal por meio farmacológico.
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