HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Das alternativas apresentadas, qual é a aprovada, até o momento no Brasil, para o tratamento da obesidade em adolescentes a partir de 12 anos de idade?
Liraglutida 3.0 mg (Saxenda®) é o análogo de GLP-1 aprovado no Brasil para tratar obesidade em adolescentes a partir de 12 anos.
A liraglutida foi um dos primeiros análogos de GLP-1 a receber aprovação para uso em adolescentes com obesidade, atuando centralmente no hipotálamo para aumentar a saciedade e reduzir a fome. Sua indicação complementa as mudanças de estilo de vida quando estas são insuficientes.
A obesidade em adolescentes é um problema de saúde pública crescente, associado a diversas comorbidades como diabetes tipo 2, hipertensão e dislipidemia. O tratamento inicial sempre envolve mudanças no estilo de vida, incluindo dieta balanceada e atividade física regular. Contudo, em casos refratários, a farmacoterapia pode ser uma ferramenta adjuvante importante. A liraglutida, na dose de 3.0 mg (nome comercial Saxenda®), foi o primeiro análogo do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1) aprovado pela ANVISA no Brasil para o tratamento de adolescentes a partir de 12 anos com obesidade e peso corporal acima de 60 kg. Seu mecanismo de ação baseia-se na regulação do apetite por vias neurais, promovendo saciedade e reduzindo a ingestão calórica. O uso de medicamentos para obesidade em pediatria deve ser criterioso, reservado para pacientes que não responderam às intervenções comportamentais e sob acompanhamento de equipe multidisciplinar. É fundamental monitorar a eficácia, a tolerabilidade e os potenciais efeitos adversos, como os sintomas gastrointestinais. Outros medicamentos, como a semaglutida, também obtiveram aprovação posterior, ampliando as opções terapêuticas.
O tratamento medicamentoso é considerado para adolescentes a partir de 12 anos com obesidade (IMC ≥ p95) e falha no tratamento conservador (dieta e exercício) por 6-12 meses, ou para aqueles com comorbidades graves.
A liraglutida é um análogo do GLP-1 que atua em receptores no cérebro, principalmente no hipotálamo, para regular o apetite, aumentando a sensação de saciedade e diminuindo a fome. Também retarda o esvaziamento gástrico.
Os efeitos adversos mais comuns são gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarreia e constipação. Geralmente são transitórios e melhoram com o tempo. Há um risco baixo de pancreatite, que deve ser monitorado.
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