CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2025
Uma paciente com diagnóstico recente de sífilis terciária apresenta sintomas neurológicos sugestivos de neurossífilis, incluindo cefaleia e alterações cognitivas. Qual é a terapêutica mais indicada para o tratamento de neurossífilis neste caso?
Neurossífilis → Penicilina G cristalina IV 18-24 milhões UI/dia por 10-14 dias.
A neurossífilis, mesmo na sífilis terciária, requer tratamento com Penicilina G cristalina intravenosa devido à sua melhor penetração no sistema nervoso central e eficácia contra o Treponema pallidum, diferentemente da Penicilina G benzatina usada para sífilis sem envolvimento neurológico.
A sífilis é uma doença sexualmente transmissível causada pelo Treponema pallidum, que pode evoluir para diferentes estágios se não tratada. A sífilis terciária, um estágio tardio, pode envolver diversos órgãos, incluindo o sistema nervoso central, caracterizando a neurossífilis. A identificação precoce e o tratamento adequado da neurossífilis são cruciais para prevenir sequelas neurológicas graves e irreversíveis. A neurossífilis pode se manifestar de diversas formas, desde meningite assintomática até sífilis meningo-vascular, tabes dorsalis e paralisia geral progressiva. A suspeita clínica é fundamental em pacientes com sífilis e sintomas neurológicos, exigindo a realização de punção lombar para análise do líquido cefalorraquidiano (LCR) para confirmação diagnóstica. O tratamento da neurossífilis é uma emergência médica e difere dos outros estágios da sífilis. A Penicilina G cristalina intravenosa, em altas doses (18-24 milhões de unidades/dia divididas a cada 4 horas) por 10-14 dias, é a terapia de escolha, devido à sua excelente penetração no LCR. O acompanhamento pós-tratamento com exames de LCR é essencial para monitorar a resposta terapêutica.
Os sintomas da neurossífilis podem ser variados, incluindo cefaleia, alterações cognitivas, meningite, acidente vascular cerebral, ataxia e problemas visuais ou auditivos, dependendo da área do SNC afetada.
A Penicilina G cristalina é preferida devido à sua capacidade de atingir concentrações terapêuticas elevadas no líquido cefalorraquidiano (LCR), garantindo a erradicação do Treponema pallidum no sistema nervoso central.
A sífilis terciária sem envolvimento neurológico é tratada com Penicilina G benzatina intramuscular. Já a neurossífilis exige Penicilina G cristalina intravenosa por 10-14 dias devido à necessidade de alta penetração no SNC.
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