Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2015
O termo neoplasia intraepitelial refere-se às lesões epiteliais escamosas consideradas pré-cancerosas no trato genital inferior. Sobre essas lesões, é INCORRETO afirmar que:
Tratamento excisional de NIC NÃO independe da idade; fatores como desejo de fertilidade são cruciais.
O tratamento excisional das Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NIC) não é independente da idade da paciente. Fatores como o desejo de preservar a fertilidade, a extensão da lesão e a idade são cruciais na escolha da abordagem terapêutica, que pode variar de observação a procedimentos ablativos ou excisionais.
As Neoplasias Intraepiteliais Cervicais (NIC) são lesões pré-cancerosas do colo do útero, classificadas em NIC 1, 2 e 3, representando um espectro de alterações epiteliais escamosas. Atualmente, a terminologia mais utilizada é Lesão Intraepitelial de Baixo Grau (LIEBG) para NIC 1 e Lesão Intraepitelial de Alto Grau (LIEAG) para NIC 2 e 3. O principal agente etiológico é o Papilomavírus Humano (HPV), especialmente os tipos de alto risco. O manejo das NICs é complexo e deve ser individualizado. Para NIC 1, a conduta pode ser expectante, com acompanhamento, devido à alta taxa de regressão espontânea. Para NIC 2 e 3 (LIEAG), o tratamento é geralmente indicado. As opções incluem métodos ablativos (crioterapia, laser) ou excisionais (conização a frio, LEEP/CAF). É fundamental que, antes de qualquer tratamento ablativo, se afaste a suspeita de doença glandular ou lesão invasiva, que exigem excisão. A afirmação de que o tratamento excisional independe da idade é incorreta. A idade da paciente, seu desejo de preservar a fertilidade e a extensão da lesão são fatores determinantes na escolha da conduta. Em mulheres jovens com desejo de gestação, busca-se o tratamento mais conservador possível para preservar a função cervical. A histerectomia é considerada um tratamento inaceitável para NIC 1, 2 ou 3 como primeira opção, sendo reservada para casos de falha terapêutica ou outras indicações ginecológicas. O residente deve dominar esses conceitos para oferecer o melhor cuidado e aconselhamento às pacientes.
As opções de tratamento incluem observação (para NIC 1), tratamentos ablativos (crioterapia, laser, eletrocauterização) e tratamentos excisionais (conização a frio, LEEP/CAF). A escolha depende do grau da lesão, idade da paciente, desejo de fertilidade e localização da lesão.
A idade da paciente e, consequentemente, seu desejo de preservar a fertilidade, são fatores cruciais. Em mulheres jovens com desejo de gestação, opta-se por tratamentos mais conservadores, como a conização, para preservar o colo uterino e minimizar riscos obstétricos futuros.
A histerectomia não é o tratamento de escolha para NIC 1, 2 ou 3. Ela é reservada para casos de doença persistente ou recorrente após tratamentos conservadores, quando a paciente não deseja mais gestar, ou em situações específicas onde há outras indicações para histerectomia.
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