Nefrite Lúpica: Tratamento das Classes III e IV

UESPI - Universidade Estadual do Piauí — Prova 2025

Enunciado

Sobre nefrite lúpica, marque a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) São marcadores importantes de possível atividade renal (nefrite lúpica) em pacientes com lúpus: elevação de complemento e proteína c reativa em altos títulos.
  2. B) Os principais achados de nefrite lúpica em atividade são creatinina elevada e presença de atrofia renal.
  3. C) A imunofluorescência com padrão fullhouse é típico de classe VI, caracterizada por predomínio de glomérulos com esclerose global.
  4. D) Paciente com classe III e IV deve ser tratado com com pulsoterapia ciclosfosfamida.
  5. E) Nefrite lúpica é uma das manifestações sistêmicas mais incomuns no lupus

Pérola Clínica

Nefrite lúpica classes III/IV = tratamento com pulsoterapia de ciclofosfamida ou micofenolato mofetil.

Resumo-Chave

As classes III (proliferativa focal) e IV (proliferativa difusa) da nefrite lúpica são as formas mais graves e requerem terapia imunossupressora agressiva para preservar a função renal, sendo a pulsoterapia com ciclofosfamida ou micofenolato mofetil as opções de primeira linha.

Contexto Educacional

A nefrite lúpica é uma das manifestações mais graves do lúpus eritematoso sistêmico (LES), afetando até 60% dos pacientes e sendo uma das principais causas de morbimortalidade. Sua detecção precoce e tratamento adequado são cruciais para preservar a função renal e melhorar o prognóstico a longo prazo. A biópsia renal é fundamental para classificar a nefrite lúpica de acordo com a International Society of Nephrology/Renal Pathology Society (ISN/RPS), guiando a terapia. A fisiopatologia envolve o depósito de imunocomplexos nos glomérulos, ativando o sistema complemento e causando inflamação. O diagnóstico é feito pela biópsia renal, que revela o padrão histológico e a classe da doença. A imunofluorescência "full-house" (depósito de IgG, IgM, IgA, C3, C1q) é um achado típico, mas não exclusivo, da nefrite lúpica e indica a natureza autoimune da doença. A elevação da creatinina e a atrofia renal são sinais de dano renal estabelecido, não necessariamente de atividade aguda. O tratamento da nefrite lúpica depende da classe histológica. As classes III e IV, que são as formas proliferativas, exigem terapia imunossupressora intensiva para indução de remissão, como a pulsoterapia com ciclofosfamida ou o micofenolato mofetil, seguidos por terapia de manutenção. A alternativa A está incorreta porque a PCR não é um bom marcador de atividade lúpica renal. A B está incorreta porque atrofia renal é sinal de cronicidade. A C está incorreta porque full-house é típico de nefrite lúpica em geral, não de classe VI (esclerótica). A E está incorreta porque nefrite lúpica é uma manifestação comum e grave.

Perguntas Frequentes

Quais são as classes da nefrite lúpica que exigem tratamento mais agressivo?

As classes III (proliferativa focal) e IV (proliferativa difusa) são as que demandam tratamento imunossupressor mais agressivo devido ao risco de progressão para doença renal crônica terminal.

Qual o papel da pulsoterapia com ciclofosfamida na nefrite lúpica?

A pulsoterapia com ciclofosfamida é uma terapia de indução potente para nefrite lúpica classes III e IV, visando controlar a inflamação renal e preservar a função dos rins, sendo uma das opções de primeira linha.

Quais marcadores indicam atividade da nefrite lúpica?

Marcadores de atividade incluem queda dos níveis de complemento (C3, C4), elevação dos títulos de anti-DNA, aumento da proteinúria e/ou hematúria, e elevação da creatinina sérica.

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