Trauma Esplênico: Angioembolização e Tratamento Não Operatório

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024

Enunciado

Um jovem de 17 anos, procura atendimento médico na emergência de um hospital terciário, com queixa de dor em ombro direito após queda de motocicleta em rodovia. Após uma avaliação inicial, como encontrava se hemodinamicamente normal, foi solicitado uma tomografia de abdome devido a presença de dor a palpação em hipocôndrio direito. A tomografia evidenciou uma lesão esplênica Grau IV, com presença de "blush" em terço superior do baço. Com relação ao tratamento não operatório do trauma esplênico, podemos afirmar que:

Alternativas

  1. A) A queda de dois pontos na hematimetria indica laparotomia exploradora;
  2. B) Mesmo após a arteriografia, a laparotomia exploradora deve ser indicada.
  3. C) A presença de ""blush"" na tomografia impossibilita o tratamento não operatório;
  4. D) A arteriografia com angio-embolização ajudaria manter o tratamento não operatório;

Pérola Clínica

Trauma esplênico com 'blush' em paciente estável → Angioembolização para manter tratamento não operatório.

Resumo-Chave

A presença de 'blush' na tomografia em um trauma esplênico indica extravasamento ativo de contraste, sugerindo sangramento. Em pacientes hemodinamicamente estáveis, a angioembolização é uma ferramenta crucial para controlar esse sangramento, permitindo a continuidade do tratamento não operatório e a preservação do baço, mesmo em lesões de alto grau.

Contexto Educacional

O trauma esplênico é uma lesão comum em traumas abdominais fechados, e a tendência atual é priorizar o tratamento não operatório (TNO) sempre que possível, visando a preservação do baço e suas funções imunológicas. A estabilidade hemodinâmica é o pilar do TNO. A tomografia computadorizada com contraste é o exame de imagem de escolha para estadiar a lesão e identificar sinais como o 'blush', que indica sangramento ativo. Nesses casos, a angioembolização seletiva emergiu como uma ferramenta valiosa para controlar a hemorragia e permitir que o TNO seja bem-sucedido, mesmo em lesões de alto grau. O acompanhamento rigoroso com exames de imagem e monitoramento clínico é essencial para identificar falhas do TNO e intervir cirurgicamente quando necessário.

Perguntas Frequentes

O que significa a presença de 'blush' na tomografia em trauma esplênico?

O 'blush' na tomografia com contraste indica extravasamento ativo de contraste para o parênquima esplênico ou para a cavidade peritoneal, sugerindo sangramento ativo. É um sinal de lesão vascular e pode estar associado a um maior risco de falha do tratamento não operatório se não for abordado.

Quais são os critérios para o tratamento não operatório (TNO) do trauma esplênico?

Os critérios para TNO incluem estabilidade hemodinâmica do paciente, ausência de outras lesões abdominais que exijam cirurgia, e a capacidade de monitoramento intensivo. Lesões de alto grau ou a presença de 'blush' não contraindicam o TNO se o paciente estiver estável e a embolização for uma opção.

Como a arteriografia com angioembolização ajuda a manter o TNO?

A arteriografia com angioembolização permite identificar e ocluir seletivamente os vasos sangrantes no baço, controlando a hemorragia sem a necessidade de cirurgia aberta. Isso é particularmente útil em pacientes estáveis com 'blush' na TC, aumentando as chances de sucesso do TNO e preservando o órgão.

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