Trauma Esplênico: Conduta em Pacientes Hemodinamicamente Estáveis

CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2024

Enunciado

Paciente do sexo masculino, 28 anos de idade, profissional da construção civil, é atendido no pronto socorro após queda de laje há cerca de 3 horas, queixando dor abdominal. O paciente é hígido, sem comorbidades e nega uso crônico de medicações ou drogas. Ao exame físico, o paciente apresenta-se em BEG, discretamente hipocorado, FR: 22irpm, FC: 90bpm e P.A.: 100x70mmHg. Apresenta vias aéreas livres e ausculta torácica sem alterações. Apresenta extensa escoriação tóraco-abdominal à esquerda e dor à palpação abdominal. O FAST foi positivo para líquido no hipocôndrio esquerdo. Foi realizada expansão volêmica com 500ml de ringer lactato, o que estabilizou seus sinais vitais. Hematócrito 30% e Hemoglobina 10g/dl. Foi submetido a tomografia computadorizada com contraste venoso e observada laceração esplênica de 5cm, sem extravasamento de contraste, com líquido livre periesplênico em moderada quantidade. Sobre o caso descrito acima, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A tomografia evidencia lesão esplênica grave com sangue intra-cavitário, estando indicada a esplenectomia de urgência.
  2. B) Uma vez que o choque hemorrágico aumenta consideravelmente a morbimortalidade no trauma abdominal, a melhor conduta para o caso seria a embolização arterial da lesão previamente a esplenectomia.
  3. C) Já que o paciente estabilizou após a ressuscitação volêmica e não foi transfundido, a conduta de menor morbidade para o caso neste momento é a esplenectomia laparoscópica.
  4. D) A transferência para a Unidade de Terapia Intensiva ou Semi-intensiva, para monitorização contínua, acompanhamento dos níveis de hemoglobina e hematócrito, repetição da tomografia após 48 horas e tentativa de tratamento não cirúrgico é viável para este paciente.

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