HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2024
O tratamento não operatório (TNO) de lesão de órgão sólido abdominal fechado tornou-se uma prática bem estabelecida em todo o mundo. Analise as afirmativas sobre os fatores relacionados à falha do tratamento não operatório do trauma de baço.I. Grau da lesão.II. Lesão hepática associada.III. Hipotensão na admissão.IV. Hemoperitônio volumoso.Quais estão corretas?
TNO trauma de baço falha com: alto grau de lesão, hipotensão na admissão, hemoperitônio volumoso.
O tratamento não operatório (TNO) do trauma de baço é a conduta preferencial em pacientes hemodinamicamente estáveis. No entanto, sua falha está associada a fatores como o alto grau da lesão esplênica, a presença de hipotensão na admissão (indicando choque) e um hemoperitônio volumoso, que sugerem sangramento ativo e maior gravidade.
O tratamento não operatório (TNO) de lesões de órgãos sólidos abdominais, especialmente do baço, tornou-se o padrão ouro em pacientes hemodinamicamente estáveis. O objetivo principal do TNO é preservar o baço, evitando as complicações pós-esplenectomia, como sepse fulminante. A compreensão dos critérios de sucesso e falha do TNO é crucial para a tomada de decisão clínica em emergências, sendo um tópico frequente em provas de residência e essencial na prática cirúrgica. A falha do TNO do trauma de baço é definida pela necessidade de intervenção cirúrgica (laparotomia ou esplenectomia) após uma tentativa inicial de manejo conservador. Os fatores que aumentam o risco de falha incluem o grau da lesão esplênica (lesões de alto grau, como IV e V, têm maior taxa de falha), a presença de hipotensão na admissão (indicando choque hipovolêmico e sangramento significativo), e um hemoperitônio volumoso (sugerindo grande perda sanguínea). A lesão hepática associada, por si só, não é um fator independente de falha, mas pode contribuir para a instabilidade geral do paciente. O manejo do trauma de baço requer monitorização intensiva do paciente, incluindo exames físicos seriados, controle de sinais vitais e exames de imagem (como tomografia computadorizada com contraste) para avaliar a extensão da lesão e a presença de sangramento ativo. A decisão de converter o TNO para tratamento operatório é baseada na deterioração clínica do paciente, como instabilidade hemodinâmica persistente, aumento do hemoperitônio ou evidência de sangramento ativo contínuo. Residentes devem dominar esses critérios para garantir a melhor abordagem e prognóstico para pacientes com trauma esplênico.
Os principais fatores de risco para falha do TNO em trauma de baço incluem o alto grau da lesão esplênica (graus IV e V), instabilidade hemodinâmica persistente (hipotensão na admissão), hemoperitônio volumoso (indicando sangramento ativo), e a presença de pseudoaneurismas ou fístulas arteriovenosas no baço.
O TNO é contraindicado em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação volêmica, peritonite difusa (sugerindo lesão de víscera oca), sangramento ativo incontrolável ou outras lesões abdominais que exijam laparotomia imediata.
O grau da lesão esplênica, conforme a classificação da AAST (American Association for the Surgery of Trauma), é um preditor importante de falha do TNO. Lesões de alto grau (IV e V) têm maior probabilidade de falha devido ao maior risco de sangramento contínuo e necessidade de intervenção cirúrgica.
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