IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Um paciente, de 18 anos, é admitido na Emergência de um hospital público devido a infarto agudo do miocárdio. No 6º dia de internação, apresenta febre de 38°C e leucometria de 14.500/mm³, com 8% de bastões. Ao exame físico, é detectada área de hiperemia (halo: 3cm) em sítio de inserção de cateter vascular profundo. As hemoculturas realizadas como parte da investigação do quadro infeccioso detectam o crescimento de Staphylococcus aureus resistente a oxacilina. Dentre os antimicrobianos a seguir, a principal opção terapêutica para o micro-organismo detectado é:
Infecção por MRSA → Vancomicina é a principal opção terapêutica inicial.
Em casos de infecção por Staphylococcus aureus resistente à oxacilina (MRSA), especialmente em infecções hospitalares como bacteremia relacionada a cateter, a vancomicina é o antibiótico de primeira escolha e mais amplamente utilizado devido à sua eficácia e perfil de segurança conhecido.
As infecções por Staphylococcus aureus resistente à oxacilina (MRSA) representam um desafio significativo na prática clínica, tanto em ambientes hospitalares quanto na comunidade. O MRSA é uma causa comum de infecções graves, incluindo bacteremia, endocardite, pneumonia, osteomielite e infecções de pele e partes moles. A resistência à oxacilina, e por extensão a todos os beta-lactâmicos, é mediada pela expressão da proteína PBP2a, que tem baixa afinidade por esses antibióticos, tornando-os ineficazes. O diagnóstico de MRSA é feito por cultura e teste de sensibilidade antimicrobiana. A suspeita deve ser alta em pacientes com fatores de risco para MRSA, como internação hospitalar recente, uso prévio de antibióticos, cirurgias, presença de dispositivos invasivos (como cateteres vasculares) ou contato com indivíduos colonizados/infectados por MRSA. A identificação rápida do MRSA é crucial para guiar a terapia antimicrobiana adequada e evitar o uso de antibióticos ineficazes. A vancomicina é o pilar do tratamento para infecções graves por MRSA e é frequentemente utilizada como terapia empírica em pacientes com suspeita de infecção por Gram-positivos resistentes. Outras opções incluem linezolida, daptomicina, teicoplanina e ceftarolina, que são reservadas para situações específicas, como falha da vancomicina, toxicidade ou infecções em sítios onde a vancomicina tem penetração limitada. O monitoramento dos níveis séricos de vancomicina é essencial para otimizar a eficácia e minimizar a toxicidade renal.
MRSA significa que a bactéria Staphylococcus aureus adquiriu resistência a todos os antibióticos beta-lactâmicos, incluindo oxacilina, meticilina e cefalosporinas, devido à presença do gene mecA que codifica uma proteína de ligação à penicilina alterada (PBP2a).
A vancomicina é o antibiótico de primeira linha e mais comumente utilizado para o tratamento de infecções graves causadas por MRSA, como bacteremia, endocardite e infecções de pele e partes moles.
Linezolida e daptomicina são opções para MRSA em situações específicas, como falha terapêutica com vancomicina, intolerância à vancomicina, infecções em sítios específicos (ex: linezolida para pneumonia associada à ventilação mecânica por MRSA) ou em casos de MRSA com sensibilidade reduzida à vancomicina.
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