FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2024
Com relação ao tratamento do megaesôfago, assinale a alternativa correta.
Miotomia de Heller + fundoplicatura = tratamento cirúrgico padrão-ouro para megaesôfago, aliviando sintomas em >90%.
A miotomia de Heller, frequentemente combinada com fundoplicatura para prevenir refluxo, é o tratamento cirúrgico mais eficaz para o megaesôfago, especialmente em casos refratários ou avançados. Outras opções como dilatação e toxina botulínica são menos duradouras e paliativas.
O megaesôfago, ou acalasia, é um distúrbio motor primário do esôfago caracterizado pela ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e aperistalse do corpo esofágico, resultando em disfagia, regurgitação e dor torácica. Sua etiologia é multifatorial, com destaque para a destruição dos neurônios do plexo mioentérico. O diagnóstico é confirmado por manometria esofágica de alta resolução. O tratamento visa aliviar os sintomas e prevenir complicações como a dilatação progressiva do esôfago e o risco aumentado de câncer. As opções incluem farmacoterapia (nitratos, bloqueadores de canal de cálcio), dilatação pneumática, injeção de toxina botulínica e cirurgia. A dilatação pneumática e a miotomia de Heller são os tratamentos mais eficazes, com a cirurgia oferecendo resultados mais duradouros. A miotomia de Heller laparoscópica, geralmente associada a uma fundoplicatura parcial (Dor ou Toupet) para prevenir refluxo gastroesofágico, é considerada o tratamento cirúrgico padrão-ouro, com alívio sintomático em cerca de 90% dos pacientes. A esofagectomia é reservada para casos de megaesôfago avançado, com esôfago muito dilatado e tortuoso (megaesôfago grau IV) ou falha de múltiplos tratamentos. A toxina botulínica é uma opção paliativa e temporária, enquanto a dilatação pneumática, embora eficaz, pode exigir repetições e apresenta risco de perfuração.
A miotomia de Heller, combinada com uma fundoplicatura parcial (geralmente anterior, como Dor ou Toupet), é considerada o padrão-ouro cirúrgico, com altas taxas de sucesso no alívio da disfagia e prevenção de refluxo gastroesofágico.
A dilatação pneumática é uma opção não cirúrgica para megaesôfago, especialmente em pacientes mais velhos ou com comorbidades que contraindicam cirurgia. No entanto, pode requerer múltiplas sessões e tem menor durabilidade que a cirurgia.
A toxina botulínica é uma opção temporária para relaxar o EEI, indicada para pacientes com alto risco cirúrgico ou como ponte para outros tratamentos. Seu efeito dura cerca de 6-12 meses e pode dificultar cirurgias futuras devido à fibrose local.
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