SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024
Sobre o tratamento medicamentoso do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) em crianças e adolescentes, assinale a alternativa CORRETA:
TDAH: Estimulantes são 1ª linha; inibidores seletivos recaptação noradrenalina (ex: atomoxetina) para intolerância ou contraindicação a estimulantes.
Os estimulantes são a primeira linha de tratamento para TDAH em crianças e adolescentes, mas em casos de intolerância, falta de resposta ou contraindicações (como histórico de abuso de drogas ou comorbidades cardíacas), os inibidores seletivos de recaptação de noradrenalina são uma alternativa eficaz.
O Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurodesenvolvimental comum que afeta crianças e adolescentes, caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Seu impacto pode ser significativo no desempenho acadêmico, social e emocional. O manejo do TDAH é multimodal, envolvendo intervenções psicossociais e, em muitos casos, farmacológicas. A fisiopatologia do TDAH envolve disfunções em circuitos cerebrais que utilizam neurotransmissores como dopamina e noradrenalina. Os estimulantes, como metilfenidato e lisdexanfetamina, atuam aumentando a disponibilidade desses neurotransmissores na fenda sináptica, melhorando a atenção e controlando a impulsividade e hiperatividade. Eles são a primeira linha de tratamento, mas exigem monitoramento de efeitos adversos como insônia, perda de apetite e, raramente, efeitos cardiovasculares. Para pacientes que não respondem ou não toleram os estimulantes, ou que possuem comorbidades que contraindicam seu uso, os inibidores seletivos de recaptação de noradrenalina, como a atomoxetina, representam uma alternativa eficaz. Estes medicamentos não são estimulantes e têm um perfil de ação diferente, com início de efeito mais gradual. É fundamental que o tratamento seja individualizado, com acompanhamento médico regular para ajuste de doses e monitoramento de efeitos terapêuticos e adversos.
Os medicamentos estimulantes, como o metilfenidato e a lisdexanfetamina, são considerados a primeira linha de tratamento medicamentoso para o TDAH devido à sua eficácia comprovada na redução dos sintomas de desatenção e hiperatividade-impulsividade.
Os inibidores seletivos de recaptação de noradrenalina, como a atomoxetina, são indicados para pacientes que não toleram os estimulantes, não respondem a eles ou possuem contraindicações para seu uso, como comorbidades cardíacas ou histórico de abuso de substâncias.
Não, o tratamento medicamentoso para TDAH deve ser instituído apenas após um diagnóstico completo e criterioso, baseado em critérios clínicos e avaliação multidisciplinar, e não como um teste terapêutico inicial ou em crianças muito jovens.
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