Doença de Crohn: Tratamento Medicamentoso e Azatioprina

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

A Doença de Crohn, descrita em 1932, tem etiologia ainda desconhecida. Acredita-se que o processo inflamatório seja resultante de uma combinação de predisposição genética e fatores ambientais. Referente a esta doença, responda a questão abaixo: Em relação ao tratamento medicamentoso da doença de Crohn é correto afirmar que:

Alternativas

  1. A) A azatioprina é utilizada para induzir a remissão da doença refratária ou dependente de glicocorticoides e também como terapia de manutenção. 
  2. B) A sulfassalazina apresenta boa absorção no intestino delgado, sendo mais eficaz no tratamento da doença do delgado quando comparado com a forma colônica.
  3. C) O uso de infliximabe endovenoso em dose tripla é indicado para casos leves da doença onde houve resposta ao tratamento com corticoides.
  4. D) Os antibióticos (ciprofloxacino e metronidazol) podem ser usados na forma leve a moderada e apresentam melhor resposta na localização jejuno-ileal do que na colônica.
  5. E) A budesonida por via oral apresenta atividade sistêmica e não é efetiva para o tratamento do acometimento da doença no íleo terminal.

Pérola Clínica

Azatioprina em Doença de Crohn → indução de remissão em refratários/dependentes de corticoide e terapia de manutenção.

Resumo-Chave

A azatioprina é um imunomodulador eficaz no tratamento da Doença de Crohn, sendo utilizada para induzir a remissão em pacientes refratários ou dependentes de glicocorticoides, e também como terapia de manutenção para prevenir recidivas. Seu início de ação é mais lento, mas é fundamental para a estratégia de tratamento a longo prazo.

Contexto Educacional

A Doença de Crohn é uma doença inflamatória intestinal crônica que pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal, da boca ao ânus, caracterizada por inflamação transmural e segmentar. Sua etiologia é multifatorial, envolvendo fatores genéticos, ambientais e disfunção imunológica. A prevalência tem aumentado globalmente, e o manejo adequado é essencial para controlar os sintomas e prevenir complicações. A fisiopatologia envolve uma resposta imune desregulada contra a microbiota intestinal em indivíduos geneticamente predispostos. O diagnóstico é baseado em uma combinação de achados clínicos, endoscópicos, histopatológicos e radiológicos. A doença pode se manifestar com dor abdominal, diarreia, perda de peso, febre e manifestações extraintestinais. O tratamento medicamentoso da Doença de Crohn é complexo e visa induzir e manter a remissão, além de prevenir complicações. Inclui aminosalicilatos (com eficácia limitada), glicocorticoides (para indução de remissão), imunomoduladores como a azatioprina (para manutenção e dependência de corticoides), e agentes biológicos (anti-TNF, anti-integrinas) para casos moderados a graves ou refratários. Antibióticos são usados para complicações como fístulas e abscessos.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da azatioprina no tratamento da Doença de Crohn?

A azatioprina é um imunomodulador usado para induzir a remissão em casos refratários ou dependentes de corticoides e, principalmente, como terapia de manutenção para prevenir recidivas.

Quando são utilizados os glicocorticoides na Doença de Crohn?

Glicocorticoides são usados para induzir rapidamente a remissão em surtos agudos da doença, mas não são indicados para terapia de manutenção devido aos seus efeitos colaterais.

Quais outras classes de medicamentos são usadas na Doença de Crohn?

Além de imunomoduladores (azatioprina, metotrexato) e glicocorticoides, são usados aminosalicilatos (sulfassalazina, mesalazina para colite), biológicos (infliximabe, adalimumabe) e antibióticos para complicações infecciosas.

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