DPOC: Tratamento de Manutenção para Reduzir Exacerbações

Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2015

Enunciado

Um paciente do sexo masculino de 65 anos de idade em investigação de tosse crônica, dispneia progressiva, sibilância e duas exacerbações nos últimos doze meses, sendo a última há 25 dias, foi diagnosticado com doença pulmonar obstrutiva crônica. A classe de medicação indicada para iniciar o tratamento de manutenção desse paciente é:

Alternativas

  1. A) broncodilatador de longa ação.
  2. B) broncodilatador de longa ação associado à corticoide inalado. 
  3. C) anticolinérgico de longa ação.
  4. D) anticolinérgico de longa ação e corticoide oral

Pérola Clínica

DPOC com exacerbações frequentes (≥2/ano ou 1 hospitalização) → iniciar LABA/LAMA + CI.

Resumo-Chave

Pacientes com DPOC que apresentam sintomas significativos (dispneia, tosse, sibilância) e histórico de exacerbações frequentes (≥2 por ano ou ≥1 hospitalização) são classificados em grupos de maior risco (GOLD C ou D). Para esses pacientes, a terapia combinada com broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA) e corticoide inalado (CI) é a conduta inicial recomendada.

Contexto Educacional

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) é uma condição progressiva e debilitante, caracterizada por limitação do fluxo aéreo que não é totalmente reversível. O tratamento de manutenção visa controlar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e, crucialmente, reduzir a frequência e a gravidade das exacerbações, que são eventos agudos de piora dos sintomas respiratórios e estão associadas a maior morbidade e mortalidade. As diretrizes GOLD (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease) são a referência mundial para o manejo da DPOC. A fisiopatologia da DPOC envolve inflamação crônica das vias aéreas e parênquima pulmonar, levando a bronquiolite obstrutiva e enfisema. Pacientes com histórico de exacerbações frequentes (duas ou mais moderadas por ano, ou uma que necessitou de hospitalização) são considerados de alto risco (grupos C ou D pelas diretrizes GOLD, dependendo dos sintomas). Nesses casos, a inflamação eosinofílica das vias aéreas pode desempenhar um papel significativo, tornando os corticosteroides inalados (CI) benéficos. Para o paciente do enunciado, com tosse crônica, dispneia, sibilância e duas exacerbações nos últimos doze meses, ele se enquadra em um grupo de alto risco. O tratamento de manutenção inicial recomendado pelas diretrizes GOLD para esses pacientes é a terapia combinada com um broncodilatador de longa ação (LABA ou LAMA) e um corticoide inalado (CI). Essa combinação demonstrou ser superior à monoterapia na redução das exacerbações e na melhora da função pulmonar e qualidade de vida.

Perguntas Frequentes

Quando a terapia combinada com corticoide inalado é indicada na DPOC?

A terapia combinada com corticoide inalado (CI) é indicada para pacientes com DPOC que apresentam histórico de exacerbações frequentes (duas ou mais moderadas por ano, ou uma hospitalização por exacerbação), além de sintomas persistentes.

Qual a diferença entre LABA e LAMA no tratamento da DPOC?

LABA (beta-agonistas de longa ação) e LAMA (anticolinérgicos de longa ação) são broncodilatadores que agem por mecanismos diferentes, mas ambos promovem broncodilatação sustentada. A escolha depende da resposta individual e da combinação com CI.

Como as diretrizes GOLD classificam os pacientes com DPOC para guiar o tratamento?

As diretrizes GOLD classificam os pacientes com DPOC em grupos A, B, C e D, baseando-se na gravidade dos sintomas (avaliados por questionários como CAT ou mMRC) e no histórico de exacerbações, o que orienta a escolha da terapia inicial.

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