UFPI/HU-UFPI - Hospital Universitário do Piauí - Teresina (PI) — Prova 2020
A asma é uma doença respiratória crônica que afeta de 1 a 18 % da população em diferentes países. É muito importante que o pediatra ou médico assistente da criança e adolescente saibam identificar a asma, avaliar seu grau de controle e escolher a melhor terapêutica para o controle clínico e redução dos riscos futuros. A opção abaixo está INCORRETA em relação à terapêutica de controle (manutenção) da asma em adolescentes maiores que doze anos é:
Corticoide oral não é tratamento de manutenção rotineiro para asma, mas sim para exacerbações agudas ou asma grave.
A terapêutica de controle da asma em adolescentes segue um tratamento escalonado. Corticoides inalados são a base, com adição de LABA ou LTRA conforme o step. Corticoides orais são reservados para exacerbações ou asma grave refratária, não como opção de manutenção em baixa dose.
A asma é uma doença crônica comum na infância e adolescência, caracterizada por inflamação das vias aéreas e hiperresponsividade brônquica. O manejo adequado é crucial para o controle dos sintomas e a prevenção de exacerbações, melhorando a qualidade de vida dos pacientes. As diretrizes de tratamento, como as da GINA (Global Initiative for Asthma), preconizam uma abordagem escalonada baseada na gravidade e no controle da doença. O tratamento de manutenção visa reduzir a inflamação crônica e prevenir os sintomas. No Step 2, o corticoide inalado em baixa dose é a terapia de primeira escolha, sendo o pilar do tratamento anti-inflamatório. Antagonistas do receptor de leucotrienos (LTRA) são uma alternativa. No Step 3, a combinação de corticoide inalado em baixa dose com um beta-2 agonista de longa duração (LABA) é a opção preferencial, oferecendo um controle mais robusto dos sintomas. É fundamental que residentes compreendam que corticoides orais não são utilizados como tratamento de manutenção regular devido aos seus efeitos adversos sistêmicos. Eles são reservados para o tratamento de exacerbações agudas ou para pacientes com asma grave que não respondem a outras terapias. A adesão ao tratamento inalatório e a técnica correta de uso dos dispositivos são essenciais para o sucesso terapêutico.
A primeira linha de tratamento de manutenção para asma no Step 2 em adolescentes é o corticoide inalado em baixa dose. Ele é a base do controle da inflamação das vias aéreas.
Os LTRA são uma opção alternativa no Step 2 do tratamento de manutenção da asma, especialmente para pacientes que não toleram ou não respondem bem aos corticoides inalados, ou que têm rinite alérgica concomitante.
O corticoide oral não é uma opção de manutenção em baixa dose devido aos seus potenciais efeitos adversos sistêmicos a longo prazo, como supressão adrenal, osteoporose e retardo de crescimento. Seu uso é restrito a exacerbações agudas ou asma grave refratária.
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