UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Com relação ao tratamento para malária vivax em menor de 6 meses, devemos considerar:
Malária vivax em < 6 meses → APENAS Cloroquina. Primaquina contraindicada (risco G6PD).
Em lactentes menores de 6 meses com malária por *Plasmodium vivax*, o tratamento é feito exclusivamente com cloroquina. A primaquina, essencial para a cura radical, é contraindicada devido ao risco de anemia hemolítica em casos de deficiência de G6PD, cuja triagem é difícil nesta faixa etária.
A malária por *Plasmodium vivax* é uma doença parasitária que exige tratamento específico para eliminar tanto as formas sanguíneas quanto as hepáticas (hipnozoítos), responsáveis pelas recaídas. O tratamento padrão para a cura radical envolve a cloroquina para as formas sanguíneas e a primaquina para os hipnozoítos. No entanto, o manejo em populações especiais, como lactentes, requer atenção diferenciada. Para menores de 6 meses de idade, a primaquina é formalmente contraindicada. A razão principal é o risco de induzir anemia hemolítica grave em indivíduos com deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD). O rastreamento da deficiência de G6PD em neonatos e lactentes jovens é complexo e nem sempre disponível, tornando a administração da primaquina insegura nesta faixa etária. Portanto, o tratamento para malária vivax em bebês com menos de 6 meses é restrito à cloroquina, que atua nas formas eritrocitárias do parasita, controlando a fase aguda da doença. A cura radical com primaquina é postergada até que a criança complete 6 meses de idade, momento em que a avaliação do status de G6PD pode ser realizada com maior segurança, se necessário. Residentes devem estar cientes desta particularidade do tratamento para evitar iatrogenias e garantir a segurança do paciente pediátrico, ao mesmo tempo em que se busca o controle da infecção malárica.
A primaquina é contraindicada devido ao risco de anemia hemolítica grave em pacientes com deficiência de Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), uma condição que é difícil de rastrear com segurança em lactentes muito jovens.
O tratamento recomendado é apenas com cloroquina. A cura radical, que envolve a primaquina, é adiada até que a criança complete 6 meses de idade ou que o status de G6PD possa ser avaliado com segurança.
A malária em lactentes pode levar a complicações graves como anemia severa, hipoglicemia, convulsões e, em casos extremos, óbito, tornando o tratamento com cloroquina essencial para controlar a fase eritrocitária da infecção.
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