Fundhacre - Fundação Hospital Estadual do Acre — Prova 2015
Mulher de 60 anos adquire malária por Plasmodium vivax não grave através de uma transfusão de concentrado de hemácias. Levando em consideração o ciclo biológico do P. vivax, o tratamento de primeira escolha deve ser:
Malária por P. vivax → Cloroquina + Primaquina para erradicar hipnozoítos e prevenir recaídas.
O tratamento da malária por P. vivax requer a associação de cloroquina para as formas sanguíneas e primaquina para as formas hepáticas latentes (hipnozoítos), que são responsáveis pelas recaídas. A primaquina é essencial para a cura radical.
A malária por Plasmodium vivax é uma doença infecciosa comum em diversas regiões tropicais e subtropicais, sendo a espécie mais amplamente distribuída fora da África. Embora geralmente menos grave que a malária por P. falciparum, o P. vivax é notório por causar recaídas devido à presença de hipnozoítos no fígado, que podem permanecer dormentes por meses ou anos. A compreensão do ciclo biológico do parasita é crucial para um tratamento eficaz. O diagnóstico da malária é feito pela identificação do parasita em esfregaços de sangue periférico. O tratamento da malária por P. vivax não grave, como no caso de aquisição transfusional, deve visar tanto as formas sanguíneas (responsáveis pelos sintomas agudos) quanto as formas hepáticas latentes. A cloroquina é o medicamento de escolha para as formas sanguíneas, enquanto a primaquina é essencial para a erradicação dos hipnozoítos e prevenção de recaídas. A associação de cloroquina e primaquina é o tratamento de primeira linha para a malária por P. vivax. É importante rastrear a deficiência de G6PD antes de iniciar a primaquina, devido ao risco de anemia hemolítica. A cura radical é o objetivo principal para evitar a morbidade associada às recaídas e interromper a cadeia de transmissão.
A primaquina é fundamental para a cura radical da malária por P. vivax, pois atua contra os hipnozoítos, formas latentes do parasita no fígado que são responsáveis pelas recaídas da doença.
A malária transfusional ocorre quando um doador assintomático, mas parasitado, doa sangue ou componentes sanguíneos contendo parasitas (esquizontes ou gametócitos), que são então transmitidos ao receptor.
Os principais desafios incluem a necessidade de erradicar os hipnozoítos para prevenir recaídas, a resistência à cloroquina em algumas regiões e a toxicidade da primaquina em pacientes com deficiência de G6PD.
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