IHOA - Instituto e Hospital Oftalmológico de Anápolis (GO) — Prova 2020
Com relação ao Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), analise as seguintes assertivas: I - A pesquisa de lúpus anticoagulante e anticorpos anticoagulina é importante no diagnóstico da síndrome antifosfolípide. II - O difosfato de cloroquina está indicado no tratamento do lúpus com acometimento cutâneo e articular. III - Quadros clínicos graves de glomerulonefrite lúpica podem ser tratados tanto com ciclofosfamida quanto com micofenolato de mofetila. IV - A administração de corticoides e imunossupressores constitui o tratamento padrão na síndrome antifosfolípide. Estão corretas:
LES: Cloroquina para acometimento cutâneo/articular; Ciclofosfamida/Micofenolato para glomerulonefrite grave.
O tratamento do Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é multifacetado. A cloroquina (ou hidroxicloroquina) é a base para manifestações leves como as cutâneas e articulares. Para quadros graves como a glomerulonefrite lúpica, imunossupressores potentes como ciclofosfamida ou micofenolato de mofetila são indicados, enquanto a Síndrome Antifosfolípide (SAF) primária requer anticoagulação.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune crônica e multissistêmica, com uma ampla gama de manifestações clínicas que podem variar de leves a graves e potencialmente fatais. A prevalência é maior em mulheres jovens, e o diagnóstico e manejo adequados são cruciais para prevenir danos orgânicos e melhorar a qualidade de vida. Residentes de reumatologia, clínica médica e nefrologia devem dominar seus princípios de tratamento. A fisiopatologia do LES envolve a produção de autoanticorpos e complexos imunes que causam inflamação e dano tecidual. O diagnóstico é baseado em critérios clínicos e laboratoriais. O tratamento é individualizado, mas a hidroxicloroquina é a pedra angular para a maioria dos pacientes, controlando manifestações cutâneas e articulares. Para acometimentos mais graves, como a glomerulonefrite lúpica, são empregados imunossupressores mais potentes. Quadros graves de glomerulonefrite lúpica, por exemplo, podem ser tratados com ciclofosfamida ou micofenolato de mofetila, com o objetivo de induzir remissão e prevenir a progressão para doença renal crônica. A Síndrome Antifosfolípide (SAF), que pode ocorrer isoladamente ou em associação com LES, é caracterizada por tromboses e complicações gestacionais, e seu tratamento primário é a anticoagulação, não a imunossupressão, a menos que haja LES ativo concomitante. A compreensão dessas nuances é vital para a prática clínica e para as provas de residência.
A cloroquina (ou hidroxicloroquina) é um antimalárico fundamental no tratamento do LES, especialmente para manifestações cutâneas e articulares. Ela ajuda a reduzir a atividade da doença, prevenir surtos e diminuir a mortalidade, sendo considerada a terapia de base para a maioria dos pacientes.
Para glomerulonefrite lúpica grave, as opções de tratamento incluem imunossupressores potentes como a ciclofosfamida (em pulsos intravenosos) ou o micofenolato de mofetila. A escolha depende da classe histológica da nefrite, da etnia do paciente e da tolerância aos medicamentos, geralmente em combinação com corticoides.
O diagnóstico da SAF é clínico-laboratorial, baseado na presença de eventos trombóticos (venosos ou arteriais) ou morbidade gestacional, associados à detecção persistente de anticorpos antifosfolípides, como o lúpus anticoagulante, anticardiolipina e anti-beta2-glicoproteína I.
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