Cálculo Ureteral na JUP: Qual a Melhor Conduta?

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022

Enunciado

Uma paciente com 35 anos de idade vem apresentando dor em região lombar direita, associada a náuseas e vômitos de início súbito há 4 horas. Nesse período, nega febre e refere vários episódios semelhantes anteriores. Ao exame físico, apresenta apenas sinal de Giordano positivo à direita. Realizou tomografia de abdome e pelve que mostrou cálculo de 1,2 cm, localizado em junção ureteropiélica direita e de densidade de 1.500 UH. Resultado do exame de Elementos Anormais e Sedimentos (EAS) na urina mostrou apenas hematúria microscópica discreta.Em relação ao cálculo, entre as condutas a seguir, a mais indicada é

Alternativas

  1. A) ureterorrenoscopia.
  2. B)  pielolitotomia cirúrgica.
  3. C) litotripsia extracorpórea.
  4. D) terapia expulsora do cálculo com hidratação e alfa- bloqueadores.

Pérola Clínica

Cálculo ureteral > 1 cm na JUP, especialmente denso (>1000 UH), → ureterorrenoscopia (URS) como conduta mais indicada.

Resumo-Chave

Cálculos renais ou ureterais com tamanho superior a 1 cm, localizados na junção ureteropiélica (JUP) e com alta densidade (acima de 1000 UH na TC), têm baixa taxa de sucesso com litotripsia extracorpórea (LECO). Nesses casos, a ureterorrenoscopia (URS) é o tratamento de escolha, permitindo a fragmentação e remoção direta do cálculo.

Contexto Educacional

A litíase urinária é uma condição comum que causa dor intensa e pode levar a complicações graves se não tratada adequadamente. A compreensão dos fatores que influenciam a escolha do tratamento é crucial para o residente, pois impacta diretamente o prognóstico do paciente e a resolução da doença. A localização do cálculo, seu tamanho e sua densidade são os principais determinantes da conduta terapêutica, exigindo uma avaliação cuidadosa para evitar abordagens ineficazes ou excessivamente invasivas. A tomografia computadorizada é o exame padrão-ouro para o diagnóstico e planejamento terapêutico da litíase, fornecendo informações precisas sobre o tamanho, localização e densidade do cálculo. Cálculos na junção ureteropiélica (JUP) tendem a ser mais desafiadores devido à anatomia local. A densidade em Unidades Hounsfield (UH) é um preditor importante da fragmentabilidade do cálculo: quanto maior a UH, mais resistente ele é à litotripsia extracorpórea (LECO). Para cálculos grandes (>1 cm) ou muito densos (>1000 UH) na JUP, a ureterorrenoscopia (URS) é a opção preferencial. Este procedimento minimamente invasivo permite a visualização direta do cálculo, sua fragmentação a laser e remoção dos fragmentos, com altas taxas de sucesso e recuperação mais rápida em comparação com cirurgias abertas. A terapia expulsora com alfa-bloqueadores é geralmente reservada para cálculos menores e mais distais, enquanto a pielolitotomia cirúrgica é uma alternativa mais invasiva para casos complexos ou falha de outras técnicas.

Perguntas Frequentes

Quais fatores influenciam a escolha do tratamento para cálculos ureterais?

A escolha do tratamento para cálculos ureterais depende de fatores como tamanho, localização, densidade (medida em Unidades Hounsfield - UH na TC), sintomas do paciente e presença de complicações como infecção ou obstrução renal.

Quando a ureterorrenoscopia é a conduta mais indicada para litíase?

A ureterorrenoscopia é indicada para cálculos ureterais maiores que 1 cm, cálculos densos (>1000 UH), falha de outros tratamentos (como LECO), ou em casos de obstrução ureteral com risco de lesão renal ou infecção associada.

Qual a eficácia da litotripsia extracorpórea (LECO) para cálculos densos?

A eficácia da LECO é significativamente reduzida para cálculos com alta densidade (acima de 1000 UH), pois a fragmentação por ondas de choque é menos eficiente, exigindo múltiplas sessões e aumentando a chance de falha.

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