HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2024
Os casos avançados de linfoma de Hodgkin (estádios III e IV de Ann Arbor, em que a doença está em ambos os lados do diafragma) são tratados com
Linfoma de Hodgkin avançado (estádios III/IV) → tratamento primário é quimioterapia combinada.
Para o linfoma de Hodgkin em estágios avançados (III e IV de Ann Arbor, onde a doença está em ambos os lados do diafragma), a quimioterapia combinada é a modalidade de tratamento padrão. Regimes como ABVD (Doxorrubicina, Bleomicina, Vimblastina, Dacarbazina) ou BEACOPP (Bleomicina, Etoposídeo, Doxorrubicina, Ciclofosfamida, Vincristina, Procarbazina, Prednisona) são comumente utilizados.
O linfoma de Hodgkin (LH) é uma neoplasia linfoide que se origina de linfócitos B, caracterizada pela presença das células de Reed-Sternberg. O estadiamento de Ann Arbor é fundamental para guiar o tratamento, classificando a doença em estágios I a IV, com os estágios III e IV sendo considerados avançados. A epidemiologia do LH apresenta dois picos de incidência: um em adultos jovens (20-30 anos) e outro em idosos (>55 anos). Para pacientes com LH em estágios avançados (III e IV), a doença é considerada sistêmica, e o tratamento primário é a quimioterapia combinada. Regimes como ABVD são amplamente utilizados devido à sua eficácia e perfil de toxicidade gerenciável. Em casos de alto risco ou falha ao ABVD, regimes mais intensivos como BEACOPP podem ser considerados. A escolha do regime é individualizada, levando em conta fatores prognósticos e comorbidades do paciente. Embora a quimioterapia seja a espinha dorsal do tratamento para LH avançado, outras modalidades podem ser empregadas em situações específicas. A radioterapia pode ser usada para consolidar a resposta em sítios de doença volumosa ou como tratamento paliativo. O transplante autólogo de células-tronco hematopoiéticas é uma opção para pacientes com doença refratária ou recidivada. Novas terapias, como anticorpos monoclonais (ex: Brentuximabe Vedotina) e inibidores de checkpoint, têm mostrado promessa em cenários de recidiva ou refratariedade, expandindo as opções terapêuticas para esses pacientes.
O linfoma de Hodgkin é considerado avançado nos estádios III e IV de Ann Arbor. O estádio III indica envolvimento de linfonodos em ambos os lados do diafragma, enquanto o estádio IV significa envolvimento extranodal difuso ou disseminado, como medula óssea, fígado ou pulmão.
Os regimes de quimioterapia mais comuns incluem ABVD (Doxorrubicina, Bleomicina, Vimblastina, Dacarbazina) e BEACOPP (Bleomicina, Etoposídeo, Doxorrubicina, Ciclofosfamida, Vincristina, Procarbazina, Prednisona). A escolha depende de fatores como idade do paciente, comorbidades e subtipo histológico.
No linfoma de Hodgkin avançado, a radioterapia geralmente não é o tratamento primário. Pode ser utilizada como consolidação em áreas de doença volumosa após a quimioterapia ou para tratar locais específicos de recidiva ou doença residual.
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