UNESC - Centro Universitário do Espírito Santo — Prova 2026
Escolar, sete anos, previamente saudável, residente em área rural, é internado com relato materno de há quatro meses com febre intermitente, emagrecimento e adinamia. Exame físico: emagrecido, hipocorado ++/4+, anictérico, eupneico, perfusão capilar algo lentificada. ACV e AR sem alterações. Abdome: globoso, edema de parede, fígado: 8 cm do RCD, baço: 10 cm do RCE. Edema de MMII ++/4+. Exames laboratoriais de internação: pancitopenia, enzimas hepáticas elevadas, albumina diminuída, hiperglobulinemia, principalmente às custas da imunoglobulina G. A sorologia e o mielograma confirmam o diagnóstico de leishmaniose visceral. O tratamento indicado é:
Leishmaniose Visceral (Calazar) → Tratamento de escolha = Anfotericina B (lipossomal preferencialmente).
A leishmaniose visceral, ou calazar, é uma doença grave com manifestações como febre, hepatoesplenomegalia e pancitopenia; a Anfotericina B, especialmente a lipossomal, é o tratamento de primeira linha devido à sua eficácia e menor toxicidade.
A leishmaniose visceral, também conhecida como calazar, é uma doença parasitária grave causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. No Brasil, a espécie mais comum é a Leishmania infantum (anteriormente L. chagasi). A doença afeta principalmente crianças e indivíduos imunocomprometidos, apresentando um quadro clínico caracterizado por febre prolongada, hepatoesplenomegalia, emagrecimento progressivo, adinamia e pancitopenia, que pode levar a complicações como infecções secundárias e hemorragias. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar a progressão da doença e reduzir a mortalidade. A Anfotericina B, especialmente a lipossomal, é considerada o tratamento de escolha devido à sua alta eficácia e menor toxicidade em comparação com as formulações desoxicolato ou os antimoniais pentavalentes, que podem causar efeitos adversos significativos. Outras opções incluem a miltefosina, utilizada em alguns países, mas não disponível no Brasil para leishmaniose visceral.
O tratamento de primeira linha para leishmaniose visceral é a Anfotericina B, sendo a formulação lipossomal preferida devido ao seu perfil de segurança e eficácia.
Os principais sinais e sintomas incluem febre intermitente, emagrecimento, adinamia, hepatoesplenomegalia, palidez e pancitopenia.
O diagnóstico é confirmado por métodos sorológicos (como ELISA ou imunofluorescência indireta) e parasitológicos (identificação do parasita em aspirado de medula óssea, baço ou linfonodos).
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