UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Homem, 32 anos, procedente de Santarém (PA), apresenta há 2 meses quadro de intensa astenia, associada a perda ponderal (5% do peso basal), febre intermitente e aumento do volume abdominal. Ao exame físico, nota-se hepatoesplenomegalia, leve palidez cutâneo-mucosa e edema de membros inferiores +/4+. Exames bioquímicos demonstram pancitopenia, velocidade de hemossedimentação 80mm/h (VR: até 15) e albumina 2,9 g/dL (VR: 3,5 e 5,5). Realizado mielograma que acusou formas de Leishmania spp. intra e extracelulares. O tratamento de escolha para o paciente em questão é:
Leishmaniose Visceral confirmada → Antimoniato de Meglumina (Glucantime) ou Anfotericina B são tratamentos de escolha.
Uma vez confirmado o diagnóstico de Leishmaniose Visceral por mielograma, o tratamento de escolha no Brasil inclui antimoniais pentavalentes (como o antimoniato-N-metil glucamina) ou anfotericina B, dependendo da gravidade e comorbidades.
A Leishmaniose Visceral (LV) é uma doença parasitária sistêmica grave que, uma vez diagnosticada, requer tratamento imediato para evitar complicações e óbito. O diagnóstico definitivo, como a identificação de formas de Leishmania spp. no mielograma, é fundamental para guiar a terapia. A escolha do tratamento depende de fatores como a gravidade da doença, idade do paciente, presença de comorbidades e disponibilidade dos medicamentos. No Brasil, os antimoniais pentavalentes, como o antimoniato-N-metil glucamina (Glucantime®), são tradicionalmente a primeira linha de tratamento. Eles atuam inibindo enzimas essenciais para a sobrevivência do parasita. No entanto, devido à toxicidade e ao surgimento de resistência, a anfotericina B (especialmente a lipossomal, que é menos tóxica) tem ganhado destaque, sendo a droga de escolha para casos graves, pacientes imunocomprometidos, idosos e crianças pequenas. Outras opções incluem miltefosina e paromomicina, embora menos utilizadas no contexto brasileiro da LV. É crucial monitorar os pacientes durante o tratamento para identificar e manejar precocemente os efeitos adversos dos medicamentos, que podem ser significativos. A adesão ao esquema terapêutico completo é vital para a erradicação do parasita e a recuperação do paciente.
Os medicamentos de primeira linha para a Leishmaniose Visceral no Brasil são o antimoniato de meglumina (um antimonial pentavalente) e a anfotericina B (lipossomal ou desoxicolato), sendo a escolha dependente da gravidade do caso e da presença de comorbidades.
O diagnóstico laboratorial, como a identificação de amastigotas no mielograma, é crucial para confirmar a Leishmaniose Visceral e evitar tratamentos desnecessários ou inadequados, dado que os medicamentos são potentes e podem ter efeitos adversos.
O antimoniato de meglumina pode causar efeitos adversos como cardiotoxicidade (alterações no ECG), nefrotoxicidade, hepatotoxicidade, pancreatite, artralgia e mialgia. O monitoramento é essencial durante o tratamento.
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