UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2020
R.M.S, 10 meses, masculino, com história de febre há duas semanas, irritabilidade e distensão abdominal. Mãe refere que a criança apresenta pouca aceitação alimentar nos últimos dias e acredita que ele perdeu peso, apesar de que, mesmo antes da doença atual, estava com peso abaixo do esperado, em acompanhamento mensal com pediatra. A família mora em Porto Nacional e apresenta um baixo nível socioeconômico, com dependência do bolsa família para sustento. Ao exame físico, criança com 6,9kg (abaixo do percentil 3), com aspecto desnutrido e aumento importante do volume abdominal por esplenomegalia. Exames da admissão demonstravam anemia importante, hipoalbunemia e hipergamaglobulinemia. Pensando na atual conduta terapêutica nesta criança, assinale a alternativa mais adequada:
Leishmaniose Visceral em crianças < 1 ano → Anfotericina B lipossomal é droga de escolha (menor toxicidade, MS disponibiliza).
Em casos de Leishmaniose Visceral em crianças, especialmente menores de 1 ano, a Anfotericina B lipossomal é a droga de escolha. Ela apresenta menor toxicidade e é disponibilizada pelo Ministério da Saúde para esses grupos, sendo superior ao antimoniato pentavalente em termos de segurança e eficácia para pacientes pediátricos e com comorbidades.
A Leishmaniose Visceral (LV), também conhecida como Calazar, é uma doença parasitária grave, causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitida pela picada de flebotomíneos. Em crianças, a doença pode ser particularmente devastadora, levando a um quadro de febre prolongada, hepatoesplenomegalia, anemia, desnutrição e imunodeficiência. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para evitar complicações e óbito. O quadro clínico de LV em crianças frequentemente inclui febre arrastada, irritabilidade, distensão abdominal por esplenomegalia e hepatomegalia, além de sinais de desnutrição e palidez cutaneomucosa devido à anemia. Exames laboratoriais podem revelar anemia importante, leucopenia, plaquetopenia, hipoalbuminemia e hipergamaglobulinemia. A confirmação diagnóstica é feita por métodos parasitológicos ou sorológicos. O tratamento da Leishmaniose Visceral é complexo e deve ser individualizado. Para crianças menores de 1 ano, gestantes, idosos e pacientes com comorbidades ou formas graves da doença, a Anfotericina B lipossomal é a droga de escolha, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Ela oferece um perfil de segurança superior e menor toxicidade em comparação com o antimoniato pentavalente, que é a primeira linha para casos não complicados em adultos e crianças maiores, mas com mais efeitos adversos. O tratamento deve ser realizado em ambiente hospitalar, com monitoramento rigoroso.
A Leishmaniose Visceral em crianças manifesta-se com febre prolongada, esplenomegalia (aumento do baço), hepatomegalia (aumento do fígado), anemia, perda de peso, desnutrição e, laboratorialmente, hipoalbuminemia e hipergamaglobulinemia.
Para crianças menores de 1 ano com Leishmaniose Visceral, a Anfotericina B lipossomal é a droga de escolha, devido ao seu perfil de menor toxicidade e maior segurança em comparação com o antimoniato pentavalente, sendo disponibilizada pelo Ministério da Saúde.
A Anfotericina B lipossomal é preferida em pediatria, especialmente em lactentes, por apresentar menor nefrotoxicidade e cardiotoxicidade do que a anfotericina B desoxicolato e o antimoniato pentavalente, permitindo um tratamento mais seguro e eficaz para essa população vulnerável.
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