HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2022
Os leiomiomas são tumores benignos compostos por fibras musculares lisas do útero, associados a estroma de tecido conjuntivo, constituindo causa estrutural frequente de sangramento uterino anormal (SUA). A respeito do tratamento dos leiomiomas, assinale a alternativa correta.
Leiomiomas assintomáticos → conduta expectante; crescimento acelerado ou degeneração sarcomatosa → cirurgia.
Leiomiomas uterinos são tumores benignos comuns. A conduta expectante é apropriada para pacientes assintomáticas, enquanto a presença de sintomas ou sinais de malignidade (como crescimento acelerado sugerindo degeneração sarcomatosa) demanda intervenção.
Leiomiomas uterinos, também conhecidos como miomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. Eles são a principal causa estrutural de sangramento uterino anormal (SUA) e podem causar dor pélvica, sintomas compressivos e infertilidade, impactando a qualidade de vida e a saúde reprodutiva. O diagnóstico é frequentemente feito por ultrassonografia pélvica. A decisão terapêutica depende da sintomatologia, tamanho e localização dos miomas, idade da paciente, desejo de gestação e proximidade da menopausa. É crucial diferenciar um leiomioma benigno de um leiomiossarcoma, uma malignidade rara, sendo o crescimento acelerado um sinal de alerta. O tratamento varia desde a conduta expectante para casos assintomáticos até opções clínicas (hormonais) e cirúrgicas (miomectomia para preservação uterina, histerectomia para casos definitivos) ou procedimentos minimamente invasivos como a embolização da artéria uterina. A escolha deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios de cada abordagem.
A conduta expectante é indicada para leiomiomas uterinos assintomáticos, independentemente do tamanho, especialmente em pacientes que não desejam engravidar ou estão próximas da menopausa.
O tratamento cirúrgico é indicado para leiomiomas sintomáticos (sangramento uterino anormal, dor, compressão), crescimento acelerado (suspeita de degeneração sarcomatosa) ou infertilidade associada.
Não, a embolização da artéria uterina é uma opção para pacientes sintomáticas que desejam preservar o útero, mas é menos eficaz para leiomiomas pediculados ou com degeneração, e não é a primeira escolha para múltiplos leiomiomas pequenos.
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