ICFER: Dapaglifozina como Quarto Pilar do Tratamento

HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente Homem, 60 anos, hipertenso controlado, com insuficiência cardíaca de fração reduzida (ICFER), apresenta cansaço aos pequenos esforços. Está em uso de sacubitril-valsartana, carvedilol e espironolactona. Pode-se afirmar que o fármaco a ser associado, com propriedade de reduzir a progressão da insuficiência cardíaca, ou risco de morte de causa cardiovascular, é:

Alternativas

  1. A) Hidralazina
  2. B) Anlodipina
  3. C) Dapaglifozina
  4. D) Furosemida
  5. E) Digoxina

Pérola Clínica

ICFER: Dapaglifozina (ISGLT2) é o 4º pilar, reduzindo mortalidade e hospitalização, mesmo em normoglicêmicos.

Resumo-Chave

Para pacientes com insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida (ICFER) já em uso de sacubitril-valsartana, carvedilol e espironolactona, a dapaglifozina (um inibidor do SGLT2) é o fármaco a ser associado. Ela demonstrou consistentemente reduzir a progressão da doença, o risco de morte cardiovascular e as hospitalizações por IC, independentemente da presença de diabetes.

Contexto Educacional

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) é uma síndrome clínica complexa e progressiva que afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade. O tratamento da ICFER evoluiu significativamente nas últimas décadas, com a introdução de terapias que modificam a doença e melhoram o prognóstico dos pacientes. A compreensão e aplicação dos quatro pilares terapêuticos são cruciais para o residente. Os pilares clássicos incluem os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (IECA/BRA/ARNI), betabloqueadores e antagonistas do receptor de mineralocorticoide (ARM). Mais recentemente, os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2), como a dapaglifozina e a empaglifozina, foram incorporados como o quarto pilar, revolucionando o tratamento da ICFER devido à sua capacidade de reduzir significativamente a mortalidade cardiovascular e as hospitalizações por insuficiência cardíaca, independentemente da presença de diabetes. Para o residente, é fundamental dominar a farmacologia, as indicações e as contraindicações de cada classe de medicamentos, bem como a sequência de sua introdução e titulação. A otimização do tratamento medicamentoso da ICFER, incluindo a associação da dapaglifozina, representa um avanço significativo na prática clínica e é um tópico de alta relevância para exames de residência e para a prática diária.

Perguntas Frequentes

Quais são os quatro pilares do tratamento medicamentoso da ICFER?

Os quatro pilares do tratamento medicamentoso da ICFER, que comprovadamente reduzem mortalidade e morbidade, são: 1) Inibidores da enzima conversora de angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor de angiotensina (BRA) ou inibidores do receptor de angiotensina-neprilisina (ARNI); 2) Betabloqueadores; 3) Antagonistas do receptor de mineralocorticoide (ARM); e 4) Inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2).

Qual o mecanismo de ação da dapaglifozina na insuficiência cardíaca?

A dapaglifozina, um iSGLT2, atua primariamente nos rins, promovendo glicosúria e natriurese. Seus benefícios na IC, no entanto, vão além do controle glicêmico, incluindo efeitos hemodinâmicos (redução de pré e pós-carga), metabólicos (melhora do metabolismo cardíaco) e renais (proteção renal), que contribuem para a redução de eventos cardiovasculares.

A dapaglifozina é indicada apenas para pacientes com ICFER e diabetes?

Não, a dapaglifozina e outros iSGLT2 (como a empaglifozina) demonstraram benefícios significativos na redução de mortalidade cardiovascular e hospitalizações por IC em pacientes com ICFER, independentemente da presença de diabetes mellitus. Portanto, são indicados para todos os pacientes com ICFER que preenchem os critérios, mesmo aqueles normoglicêmicos.

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