IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2023
Acerca do tratamento de insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, assinale a alternativa correta.
ICFEr tratamento visa remodelamento cardíaco e vasodilatação, atenuando sintomas e aumentando sobrevida.
O tratamento da ICFEr vai além do controle sintomático, focando em terapias que modificam a doença, como os inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e betabloqueadores, para reverter ou atenuar o remodelamento cardíaco e melhorar o prognóstico. A vasodilatação e a melhora da função cardíaca são objetivos primários.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) é uma síndrome clínica complexa e progressiva, caracterizada pela incapacidade do coração de bombear sangue adequadamente para suprir as necessidades metabólicas do corpo, devido a uma disfunção sistólica ventricular esquerda. Afeta milhões de pessoas globalmente, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade, com alta taxa de reinternações hospitalares, representando um desafio significativo na prática clínica. A fisiopatologia da ICFEr envolve um complexo processo de remodelamento cardíaco, ativado por mecanismos neuro-hormonais compensatórios, como o sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e o sistema nervoso simpático. Inicialmente protetores, esses mecanismos tornam-se deletérios a longo prazo, levando à hipertrofia, fibrose e dilatação ventricular. O diagnóstico baseia-se em sintomas clínicos, sinais de congestão e disfunção ventricular esquerda confirmada por ecocardiograma (FEVE < 40%). O tratamento da ICFEr visa não apenas o alívio sintomático, mas principalmente a modificação da história natural da doença, atenuando o remodelamento cardíaco e prolongando a sobrevida. Os pilares terapêuticos incluem inibidores do SRAA (IECA/BRA/ARNI), betabloqueadores, antagonistas do receptor de mineralocorticoide (ARM) e inibidores do SGLT2. Diuréticos são usados para controle de sintomas de congestão. A combinação dessas classes de medicamentos, quando tolerada, é fundamental para otimizar os resultados e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Os pilares incluem inibidores do sistema renina-angiotensina-aldosterona (IECA/BRA/ARNI), betabloqueadores, antagonistas do receptor de mineralocorticoide (ARM) e inibidores do SGLT2, que atuam no remodelamento cardíaco e melhoram o prognóstico.
O remodelamento cardíaco é um processo adaptativo e desadaptativo que leva à progressão da doença. As terapias visam atenuar ou reverter esse processo, melhorando a função ventricular e a sobrevida do paciente.
A anticoagulação não é rotineiramente indicada para todos os pacientes com ICFEr. Ela é reservada para casos específicos, como fibrilação atrial, trombo ventricular esquerdo ou outras condições trombogênicas.
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