SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2022
Uma mulher de 72 anos de idade chega ao ambulatório de clínica médica com histórico de miocardiopatia dilatada e ecocardiograma apresentando disfunção sistólica grave e classe funcional II da NYHA (New York Heart Association). Na estratégica terapêutica, o fármaco que NÃO está associado à redução de mortalidade da doença é:
Bloqueadores dos canais de cálcio (não diidropiridínicos) são contraindicados na IC com disfunção sistólica, pois NÃO reduzem mortalidade e podem piorar a função cardíaca.
Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), betabloqueadores, inibidores da ECA (ou BRA/iSGLT2/ARNI) e antagonistas da aldosterona são pilares do tratamento, comprovadamente reduzindo mortalidade. Bloqueadores dos canais de cálcio (especialmente verapamil e diltiazem) são contraindicados.
A miocardiopatia dilatada com disfunção sistólica grave e classe funcional II da NYHA caracteriza a insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER). O tratamento farmacológico visa não apenas aliviar os sintomas, mas, crucialmente, reduzir a morbimortalidade e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. As diretrizes atuais para ICFER recomendam uma terapia quádrupla com betabloqueadores (carvedilol, bisoprolol, metoprolol succinato), inibidores da ECA (ou BRA, ou ARNI), antagonistas do receptor mineralocorticoide (espironolactona, eplerenona) e inibidores do SGLT2 (dapagliflozina, empagliflozina). Todas essas classes demonstraram redução de mortalidade em ensaios clínicos robustos. Os bloqueadores dos canais de cálcio, especialmente os não diidropiridínicos (verapamil e diltiazem), têm efeitos inotrópicos negativos e podem piorar a função cardíaca e aumentar a mortalidade em pacientes com disfunção sistólica. Portanto, são contraindicados e não estão associados à redução de mortalidade na ICFER, ao contrário das outras classes mencionadas.
Betabloqueadores, inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) ou bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA), antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARM) e inibidores do SGLT2 são as classes que comprovadamente reduzem a mortalidade na ICFER.
Bloqueadores dos canais de cálcio não diidropiridínicos (verapamil, diltiazem) têm efeito inotrópico negativo e podem piorar a disfunção sistólica e aumentar a mortalidade em pacientes com ICFER, sendo, portanto, contraindicados.
Betabloqueadores (carvedilol, metoprolol succinato, bisoprolol) reduzem a mortalidade e morbidade na ICFER ao modular a ativação neuro-hormonal, diminuir a frequência cardíaca e melhorar a função ventricular esquerda.
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