HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2025
Os idosos têm sido frequentemente excluídos ou sub-representados nos estudos realizados em pacientes com IC. Os objetivos do tratamento farmacológico da IC são:
Tratamento da ICFER visa ↓ mortalidade/internações e ↑ qualidade de vida com terapia otimizada, incluindo IECA/BRA, betabloqueadores e antagonistas da aldosterona.
O tratamento farmacológico da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) baseia-se em pilares que atuam em diferentes vias fisiopatológicas para reduzir a mortalidade, hospitalizações e melhorar a qualidade de vida. A idade avançada não é contraindicação.
O tratamento da insuficiência cardíaca (IC), especialmente a de fração de ejeção reduzida (ICFER), tem como objetivos primordiais a redução da mortalidade e das hospitalizações, além da melhora da capacidade funcional e da qualidade de vida. Esses objetivos são alcançados através de uma terapia farmacológica otimizada, que deve ser implementada independentemente da idade do paciente, embora com ajustes de dose e monitoramento rigoroso em idosos. A base do tratamento farmacológico da ICFER é a terapia quadrupla, que inclui medicamentos que bloqueiam diferentes vias neuro-hormonais deletérias. Os pilares são: 1) Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA) ou Bloqueadores do Receptor de Angiotensina (BRA); 2) Betabloqueadores; 3) Antagonistas do Receptor Mineralocorticoide (ARM), como a espironolactona; e 4) Inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (iSGLT2). Cada classe de medicamento demonstrou benefício na redução de desfechos duros. É fundamental compreender que a exclusão de qualquer um desses pilares, como os antagonistas da aldosterona, sem uma contraindicação formal (hipercalemia significativa ou insuficiência renal avançada), priva o paciente de um benefício comprovado na redução da mortalidade. O manejo em idosos pode ser desafiador devido a comorbidades e polifarmácia, mas os objetivos do tratamento permanecem os mesmos, visando sempre a otimização da terapia baseada em evidências.
Os sinais clássicos incluem dispneia aos esforços, ortopneia, dispneia paroxística noturna, edema de membros inferiores, turgência jugular patológica e estertores pulmonares. A fadiga e a intolerância ao exercício também são comuns.
A conduta inicial envolve avaliar o perfil hemodinâmico (quente/frio, úmido/seco), otimizar a volemia com diuréticos (se congesto), usar vasodilatadores (se hipertenso e sem sinais de baixo débito) e fornecer suporte de oxigênio conforme necessário.
Embora tenham um efeito inotrópico negativo inicial, a longo prazo os betabloqueadores bloqueiam os efeitos deletérios da hiperativação simpática crônica, promovendo remodelamento reverso do ventrículo, reduzindo arritmias e, crucialmente, diminuindo a mortalidade.
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