Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, 24 anos, com história de dor lombar há 6 meses, associada à rigidez matinal de 60 minutos. Feito diagnóstico de espondilite anquilosante, o melhor tratamento inicial é
Espondilite anquilosante → AINES são tratamento de primeira linha para dor e rigidez.
Para pacientes com espondilite anquilosante, os anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) são a terapia inicial de escolha para controlar a dor e a rigidez inflamatória. Eles atuam reduzindo a inflamação nas articulações sacroilíacas e na coluna vertebral, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.
A espondilite anquilosante é uma doença inflamatória crônica que afeta predominantemente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas, pertencente ao grupo das espondiloartrites. Caracteriza-se por dor lombar inflamatória, rigidez matinal prolongada e pode levar à fusão vertebral progressiva. A prevalência é maior em homens jovens e está fortemente associada ao HLA-B27. O diagnóstico precoce é crucial para evitar danos estruturais irreversíveis e melhorar a qualidade de vida. A fisiopatologia envolve uma resposta inflamatória desregulada, com participação de citocinas como TNF-alfa e IL-17, levando à entesite e sinovite. O diagnóstico é clínico, radiológico (sacroileíte) e laboratorial (PCR/VHS elevados, HLA-B27 positivo em muitos casos). A suspeita deve surgir em pacientes jovens com dor lombar crônica de caráter inflamatório, especialmente com rigidez matinal > 30 minutos e melhora com atividade física. O tratamento inicial da espondilite anquilosante é baseado em anti-inflamatórios não esteroidais (AINES) e fisioterapia regular, que são eficazes no controle da dor e rigidez. Em casos de falha aos AINES ou presença de doença ativa persistente, agentes biológicos (inibidores de TNF-alfa ou IL-17) são indicados. O prognóstico varia, mas o manejo adequado pode retardar a progressão da doença e manter a funcionalidade.
Os sintomas clássicos incluem dor lombar inflamatória crônica, que melhora com o exercício e piora com o repouso, e rigidez matinal prolongada, geralmente superior a 30 minutos. Pode haver também dor nas nádegas alternada e sintomas extra-articulares.
Os AINES são eficazes na redução da inflamação, dor e rigidez associadas à espondilite anquilosante, atuando diretamente nos mecanismos inflamatórios da doença. Eles proporcionam alívio sintomático significativo e são bem tolerados pela maioria dos pacientes como terapia inicial.
Outros tratamentos, como agentes biológicos (anti-TNF) ou imunossupressores, são considerados quando os AINES em dose máxima e por tempo adequado falham em controlar os sintomas, ou na presença de manifestações extra-articulares graves.
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