CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Rosa, 45 anos, foi diagnosticada com DM2. Nos exames iniciais apresentava HbA1c de 7,6%. A taxa de filtração glomerular estava em 68mL/min/1.73m², microalbuminúria de 35mg/g. IMC de 31kg/m². PA: 135x85mmHg. O tratamento de Rosa, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes, idealmente deve conter:
DM2 com HbA1c 7,6%, DRC e microalbuminúria → Metformina + iSGLT2 (proteção renal/CV) com meta HbA1c < 7%.
Para pacientes com DM2 e comorbidades como doença renal crônica (TFG < 90 mL/min/1.73m²) e microalbuminúria, as diretrizes atuais da SBD recomendam a associação de metformina (primeira linha) com um iSGLT2, devido aos seus benefícios cardiovasculares e renais comprovados, independentemente do controle glicêmico inicial. A meta de HbA1c para a maioria dos adultos é < 7%.
O tratamento do Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) evoluiu significativamente, indo além do mero controle glicêmico para focar na prevenção de complicações cardiovasculares e renais. As diretrizes atuais, como as da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), enfatizam uma abordagem individualizada, considerando as comorbidades do paciente e o perfil de segurança e eficácia dos medicamentos. A metformina permanece como a terapia de primeira linha para a maioria dos pacientes, devido à sua eficácia, segurança e custo. No entanto, para pacientes com comorbidades específicas, como doença cardiovascular aterosclerótica, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica, a adição precoce de agentes com benefícios comprovados nesses desfechos é crucial. Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2) e os agonistas do receptor de GLP-1 (aGLP-1) são as classes de medicamentos que demonstraram esses benefícios, independentemente do controle glicêmico. Os iSGLT2, em particular, são recomendados para pacientes com doença renal crônica ou albuminúria, como no caso da questão, devido à sua capacidade de reduzir a progressão da doença renal e eventos cardiovasculares. A meta de HbA1c deve ser individualizada, mas para a maioria dos adultos, um alvo de < 7% é apropriado. É fundamental que os residentes compreendam não apenas os medicamentos e suas doses, mas também a racionalidade por trás da escolha terapêutica, priorizando a proteção de órgãos-alvo e a prevenção de complicações a longo prazo, em linha com as evidências mais recentes e as diretrizes clínicas.
Os iSGLT2 devem ser considerados precocemente em pacientes com DM2 que apresentam doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica (TFG < 60 mL/min/1.73m² ou albuminúria), independentemente do nível de HbA1c, devido aos seus benefícios comprovados na redução de eventos cardiovasculares e progressão da doença renal.
Para a maioria dos adultos com DM2, a meta de HbA1c é < 7%. No entanto, essa meta pode ser individualizada, sendo mais rigorosa (< 6,5%) para pacientes jovens sem comorbidades e mais flexível (< 8%) para idosos frágeis ou com múltiplas comorbidades e risco de hipoglicemia.
A metformina é considerada a primeira linha de tratamento para DM2 devido à sua eficácia na redução da HbA1c, baixo risco de hipoglicemia, potencial para perda de peso ou neutralidade no peso, custo-benefício favorável e evidências de redução de eventos cardiovasculares em alguns estudos. Ela atua principalmente reduzindo a produção hepática de glicose.
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