HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2020
Segundo as diretrizes da sociedade brasileira de diabetes, em um paciente obeso com diagnóstico recente de diabetes mellitus tipo 2 e glicemia de jejum inferior a 200 mg/dl, assintomático, faça a escolha da melhor conduta terapêutica:
DM2 recente, assintomático, glicemia < 200 mg/dL → Metformina + MEV (Mudanças de Estilo de Vida).
Em pacientes com DM2 recém-diagnosticado, assintomáticos e com glicemia de jejum controlada (<200 mg/dL), a metformina é a droga de primeira linha, associada a mudanças de estilo de vida. Ela atua principalmente reduzindo a produção hepática de glicose e aumentando a sensibilidade à insulina, sem risco de hipoglicemia.
O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é uma doença metabólica crônica caracterizada por hiperglicemia devido à resistência à insulina e/ou deficiência relativa de secreção de insulina. Sua prevalência tem aumentado globalmente, sendo um grande desafio de saúde pública. O diagnóstico precoce e o manejo adequado são cruciais para prevenir complicações micro e macrovasculares. A fisiopatologia do DM2 envolve uma complexa interação entre fatores genéticos e ambientais, resultando em disfunção das células beta pancreáticas e resistência à insulina nos tecidos periféricos (músculo, fígado, tecido adiposo). O diagnóstico é feito por critérios glicêmicos, como glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL ou HbA1c ≥ 6,5%. A suspeita deve surgir em pacientes com fatores de risco como obesidade, sedentarismo e histórico familiar. O tratamento inicial do DM2, conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), enfatiza as mudanças de estilo de vida (dieta e exercícios físicos) e a metformina como primeira escolha farmacológica para a maioria dos pacientes, especialmente aqueles com glicemia de jejum < 200 mg/dL e assintomáticos. A metformina é uma biguanida que melhora a sensibilidade à insulina e diminui a produção hepática de glicose, com baixo risco de hipoglicemia e benefícios cardiovasculares e renais. Outras classes de medicamentos são adicionadas conforme a necessidade de controle glicêmico e a presença de comorbidades.
A metformina é a medicação de primeira linha para a maioria dos pacientes com diabetes mellitus tipo 2 recém-diagnosticado, especialmente se obesos e assintomáticos, devido ao seu perfil de segurança e eficácia.
A metformina é preferida por reduzir a produção hepática de glicose, aumentar a sensibilidade à insulina e ter baixo risco de hipoglicemia, além de ser neutra ou promover perda de peso, o que é benéfico em pacientes obesos.
Sulfonilureias ou insulina são geralmente indicadas no tratamento inicial do DM2 em pacientes com sintomas de hiperglicemia grave, HbA1c muito elevada (>10%) ou glicemia de jejum >300 mg/dL, indicando deficiência de insulina mais acentuada.
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