FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2026
Paciente com 53 anos, portador de asma, chega na Emergência do Hospital de Ensino com a história de febre de 38,5° C há 1 dia, tosse seca, dor de garganta, mialgia, cefaleia e prostração. Foi feito diagnóstico de Síndrome Gripal com identificação no painel de patógenos respiratórios do vírus Influenza. Qual a conduta correta para este caso?
Asma + Influenza → Oseltamivir precoce (<48h) independente da gravidade.
Pacientes em grupos de risco, como asmáticos, devem receber tratamento antiviral imediato para reduzir o risco de complicações respiratórias e hospitalização.
A influenza em pacientes com asma pode desencadear exacerbações graves e evoluir para pneumonia viral primária ou bacteriana secundária. O tratamento com inibidores da neuraminidase (oseltamivir) é a pedra angular para mitigar esses riscos. A conduta ambulatorial para grupos de risco envolve a prescrição do antiviral, sintomáticos e monitoramento rigoroso. A notificação compulsória e a vigilância epidemiológica são essenciais para o controle de surtos sazonais.
O oseltamivir é indicado para todos os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e para casos de Síndrome Gripal em pacientes com fatores de risco para complicações, como gestantes, idosos, crianças menores de 5 anos, e portadores de doenças crônicas como asma, diabetes e cardiopatias.
O benefício máximo do oseltamivir ocorre quando iniciado nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, agindo na redução da replicação viral, embora possa ser considerado após esse período em casos de progressão clínica ou gravidade.
O paciente deve ser instruído a retornar imediatamente se apresentar sinais de alerta como dispneia (dificuldade respiratória), queda de saturação de oxigênio, persistência da febre por mais de 3 dias ou piora súbita após melhora inicial.
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