UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2020
A resistência bacteriana aos antimicrobianos é um fenômeno mundial, sendo que seu controle é considerado, hoje, uma das prioridades da organização mundial de saúde (OMS). Sabe-se que o uso inadequado de antimicrobianos é um dos vilões deste cenário. Considerando isto, ao receber um resultado de cultura de urina com uma Escherichia coli, que, a observação do laudo diz tratar-se de uma bactéria produtora de betalactamase de espectro estendido (ESBL), a conduta correta para tratamento é prescrever.
E. coli ESBL → Carbapenêmicos (Ertapenem) são tratamento de escolha, pois não são hidrolisados.
Bactérias produtoras de ESBL hidrolisam cefalosporinas de espectro estendido e penicilinas. Os carbapenêmicos (como Ertapenem, Meropenem, Imipenem) são a classe de escolha para infecções graves por ESBL, devido à sua estabilidade frente a essas enzimas.
A resistência bacteriana, especialmente a produção de Betalactamase de Espectro Estendido (ESBL) por Enterobacterales como a Escherichia coli, representa um desafio global na saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prioriza o controle desse fenômeno, frequentemente impulsionado pelo uso inadequado de antimicrobianos. Infecções por ESBL são comuns em ambientes hospitalares e comunitários, e seu manejo correto é crucial para evitar desfechos adversos. A fisiopatologia da resistência por ESBL envolve a produção de enzimas que hidrolisam o anel betalactâmico de penicilinas e cefalosporinas de 1ª, 2ª, 3ª e até 4ª geração, tornando esses antibióticos ineficazes. O diagnóstico é feito por cultura e antibiograma, que deve indicar a presença de ESBL. A suspeita deve surgir em pacientes com infecções que não respondem a antibióticos de espectro mais estreito ou em casos de infecções graves por germes com histórico de resistência. O tratamento de escolha para infecções graves por bactérias produtoras de ESBL são os carbapenêmicos (Ertapenem, Meropenem, Imipenem), devido à sua estabilidade frente a essas enzimas. Outras opções, como cefamicinas (cefoxitina) ou combinações de betalactâmicos com novos inibidores de betalactamase (ceftazidima-avibactam), podem ser consideradas dependendo do perfil de sensibilidade e da gravidade da infecção. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da instituição da terapia adequada, sendo a escolha correta do antibiótico um ponto crítico.
Carbapenêmicos como Ertapenem, Meropenem e Imipenem são a classe de escolha para infecções graves por ESBL. Outras opções podem incluir cefamicinas ou inibidores de betalactamase, dependendo da sensibilidade.
As betalactamases de espectro estendido (ESBL) são enzimas que hidrolisam e inativam as cefalosporinas de 3ª e 4ª geração, tornando-as ineficazes no tratamento de infecções por essas bactérias.
A piperacilina-tazobactam pode ter alguma atividade in vitro contra ESBL, mas não é recomendada como primeira linha para infecções graves devido ao risco de falha terapêutica, sendo os carbapenêmicos superiores.
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